Biofarma registra lucro de US$ 949 milhões de julho a setembro, ante US$ 966 milhões no mesmo período de 2009

A biofarma Bristol-Myers Squibb registrou um leve declínio no seu lucro líquido no terceiro trimestre ao alcançar US$ 949 milhões no terceiro trimestre, ou US$ 0,55 por ação, queda de 1,75% ante o resultado do mesmo trimestre do ano anterior, quando somou US$ 966 milhões, ou US$ 0,48 por ação.

As vendas ficaram praticamente estáveis ao alcançar US$ 4,798 bilhões no terceiro trimestre, contra US$ 4,788 bilhões no mesmo período do ano passado.

Na Europa, as empresas farmacêuticas enfrentam pressão nos preços devido à concorrência dos genéricos, fora o efeito provocado pelas medidas americanas no setor de saúde. Alguns fabricantes tiveram que eliminar postos de trabalho e cortar custos para equilibrar o balanço.

A Bristol-Myers Squibb reportou redução nos gastos administrativos, com marketing e vendas, que decresceram 6%, para US$ 892 no terceiro trimestre deste ano. As vendas internacionais caíram 6% ou 3%, se excluir o impacto do câmbio, para US$ 1,7 bilhão.

No período, destaca-se o desempenho dos medicamentos Plavix (alta de 7%), Baraclude (alta de 19%), Sustiva (alta de 9%) e Reyataz (alta de 4%). As vendas do Onglyza registraram alta de 135% no período, ante memo trimestre do ano anterior.

Em nota de divulgação de balanço, a empresa informou que o "terceiro trimestre continua a ressaltar o excelente progresso que nós estamos fazendo com a estratégia de investir na linha BioPharma", disse Lamberto Andreotti, CEO da Bristol-Myers Squibb.

Entre os fatores que contribuíram para o desempenho no trimestre, destaca o executivo, a aprovação das autoridades japonesas para comercialização do Orencia naquele país e a aquisição da ZymoGenetics, que ampliou o portfólio de produtos no tratamento de hepatite C.

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