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Inventor cria robôs do Saci, da Mulata e do Caipora

Empresa cearense, referência em robótica e tecnologia, cria máquinas para petróleo, gás e defesa

Carla Falcão, iG São Paulo |

Robôs chamados Saci e Caipora têm de pular numa perna só ou andar com os pés voltados para trás? Não exatamente. As máquinas desenvolvidas pela empresa de robótica e tecnologia cearense Armtec têm funcionalidades muito mais sérias, sem perder o bom humor nos nomes dos projetos.

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Desenvolvido com tecnologia 100% nacional, o SACI é um robô para combate a incêndios
Referência nas áreas de petróleo e gás e defesa, a empresa recebeu diversos prêmios de inovação no Brasil, incluindo Finep, Petrobras e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas surgiu de maneira prosaica, a partir do trabalho de conclusão de curso de graduação de Roberto Macedo, que se formou em engenharia eletrônica pela Universidade de Fortaleza, em 2004.

À época, ele desenvolveu um robô com tecnologia 100% nacional para o combate a incêndios. Nascia o Saci (Sistema de Apoio ao Combate de Incidentes), que transporta um dos mais modernos canhões de combate a incêndio do mundo, capaz de gerar névoa, jato sólido ou espuma. O projeto chamou a atenção do governo cearense, que o incentivou a criar e incubar uma empresa para fabricar o robô.

“O projeto já contava com depósito de patente desde o início e fomos a primeira empresa incubada na Universidade de Fortaleza”, afirma Macedo, que hoje ocupa o cargo de diretor-executivo da Armtec.

O Saci foi o primeiro de uma série de robôs com siglas que formam nomes tipicamente brasileiros. Entre as outras invenções da Armtec estão ainda a Mulata (Máquina Unificada para Lazer, Atendimento, Treinamento e Apresentações), o Samba (Mini-Submarino de Avaliação de Estruturas Marítimas, Fluviais e Meio Ambiente Brasileiro Automatizado) e o Caipora (Carro Automatizado Instrumentado para Perícia, Observação, Resgate e Ataque a Artefatos Suspeitos e Cargas Perigosas).

A Mulata, apresentada até no evento o Melhor do Brasil em dezembro de 2009, a convite da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), é uma espécie de avatar, explica Macedo. Ou seja, trata-se de uma máquina controlada à distância para apresentação em eventos e exposições, capaz de interagir com as pessoas e de realizar o papel de agente de marketing e propaganda.
 

Profissionais de vários estados brasileiros, além de franceses, austríacos e alemães _sem contar os estagiários peruanos e americanos que devem chegar em breve_ formam a diversificada e enxuta equipe da empresa de Fortaleza.

“Somos um mix de instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, com empresa que transfere tecnologias e fornece equipamentos”, afirma Macedo, sobre o negócio fundado por ele há pouco mais de cinco anos e que conta com quase 30 profissionais.

Samba e Siri prometem facilitar a manutenção de estruturas submersas

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Roberto Macedo e a Mulata, robô controlado à distância para apresentação em eventos
As invenções da Armtec não param por aí. O Samba, projeto que tem como parceiros a Universidade de Fortaleza (Unifor) e a Marinha, é um minirrobô submarino, também controlado à distância, utilizado para avaliar o meio ambiente e efetuar algumas operações de manutenção e inspeção de estruturas submersas e que atinge 100 metros de profundidade. “O uso do Samba protege os mergulhadores de riscos desnecessários nessas tarefas”, diz Macedo.

O primeiro Samba vai ao mar em pouco mais de um mês. A partir deste lançamento, terá início a série de testes com o Siri (Sistema Integrado para Resgate e Investigação), robô submarino que deverá chegar a 300 metros de profundidade e que, além de ser telecomandado, será também autônomo, cumprindo sozinho tarefas previamente programadas.

Outro equipamento que atrai o interesse no mercado nacional e no exterior é o Caipora, robô antibomba desenvolvido pela Armtec. Rússia, Emirados Árabes, Alemanha e Estados Unidos estão entre os países interessados no Caipora e no Saci.

Coordenadora nacional do Prêmio Finep de Inovação, Vera Marina da Cruz e Silva avalia que empresas como a Armtec, que perceberam a importância de investir em novas tecnologias são fundamentais para o País. “Quanto mais companhias aderirem ao conceito de inovação, como no caso da Armtec, mais rápido será nosso desenvolvimento”, afirma.

 

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