Segundo a Organização nacional da indústria do petróleo, cerca de 860 mil empregos devem ser gerados nos próximos dez anos

A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) estima que o número de empregos na cadeia de petróleo e gás no Brasil pode atingir entre 2,1 milhões e 2,5 milhões em 2020, caso a Agenda de Competitividade apresentadanesta segunda-feira pela instituição seja implementada.

Sem as demandas do documento atingidas, a projeção da Onip é de que o setor tenha entre 630 mil e 860 mil empregos em 2020. A agenda apresentada pela Onip prevê dez políticas setoriais, que vão desde a disseminação do conhecimento e inovação ao longo da cadeia ao acesso, em termos competitivos, das matérias-primas, insumos e infraestrutura.

De acordo com o diretor geral da Onip, Elói Fernandéz y Fernandéz, uma das mudanças necessárias é na própria metodologia de comprovação do conteúdo nacional por um fornecedor brasileiro. Segundo ele, as exigências feitas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) são extremamente complexas, onerando e burocratizando o processo.

"É onerosa, faz com que o fornecedor brasileiro tenha que gastar dinheiro para mostrar que tem conteúdo nacional. Vai na contramão da competitividade. Está onerando e colocando custos adicionais no produto nacional. O que a gente quer é facilitar, simplificar procedimentos", disse, lembrando que as próprias empresas certificadoras tomam muitas vezes decisões diferentes. "Isto ocorre em função do grau de complexidade, cada um faz uma avaliação", frisou.

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