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Indústria é o setor que mais expande demanda por eletricidade. Dois milhões de novas ligações puxam setor residencial

O consumo de energia elétrica no primeiro semestre acompanhou a economia aquecida e cresceu 9,9% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Todos os setores da economia ampliaram a demanda, com maior ênfase da indústria. Embalado pela expansão da rede elétrica, a demanda residencial cresceu 8,1% neste período. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o número de novas ligações em 12 meses atingiu a expressiva marca de 2 milhões de consumidores (média mensal de 166 mil).

O consumo residencial cresceu mais no Norte e no Nordeste, onde o impacto dos programas sociais é maior. A EPE atribui o salto ao clima, ao programa Luz Para Todos, ao Bolsa-Família e ao aumento da renda - que proporcionou a aquisição de eletrodomésticos pelas famílias.

"A expansão dessas regiões (15% e 14,6%, respectivamente) foi igualmente robusta e consideravelmente acima da média nacional, refletindo não apenas questões relativas à temperatura e à sensação térmica (ocasionada pelos baixos índices pluviométricos em alguns estados), mas também o sucesso de programas sociais como o Programa Luz para Todos — que aumentou o número de consumidores — e a abrangência do Bolsa Família. Some-se a isso o aumento da posse de bens de refrigeração nestas regiões, assim como redução de perdas comerciais em importantes áreas de concessão", afirma a EPE na Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica.

A indústria foi o setor que mais ampliou a demanda por eletricidade, com crescimento de 13,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O parque fabril brasileiro aumentou a produção em 17,3% de janeiro a maio, segundo apontou pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A retomada na produção das mineradoras e das metalúrgicas levou a expressivos taxas de crescimento no consumo industrial de energia no Espírito Santo (50%) e em Minas Gerais (20%) em junho em comparação com o mesmo mês do ano passado. "Da mesma forma que esses estados foram os que mais reduziram o consumo no momento da crise, são os que têm apresentado recuperação
mais intensa, puxando o resultado regional", diz o comunicado. A região Sudeste apresentou aumento de 20% no consumo de energia pela indústria, seguido do Nordeste (12,1%). No semestre, o consumo comercial de energia cresceu 7,7%.

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