O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) registrou neste ano 22 denúncias de acidentes relevantes envolvendo plataformas na Bacia de Campos, região que concentra 85% da produção nacional de petróleo. Em dez dessas ocorrências houve vítimas.
A repetição de acidentes por empresas terceirizadas preocupa representantes dos trabalhadores. A maior queixa do Sindicato se refere à atuação da Brasdril, subsidiária da Diamond no Brasil, que em menos de um ano teria provocado alguns acidentes, um deles com duas mortes. Os petroleiros trabalhavam em embarcação que compunha o sistema de exploração de um campo da OGX. O tombamento de um guindaste teria provocado o acidente. A OGX informa que na ocasião comunicou o ocorrido às autoridades competentes.
O petroleiro Felipe de Andrade do Carmo, da Brasdrill, teve neste ano a perna direita amputada em razão de um acidente no campo de Albacora, na Bacia de Campos, segundo informações do Sindipetro. No final do ano passado, um colega da mesma empresa teria perdido a mão por razões semelhantes, segundo o sindicato. A reportagem não conseguiu contato com a Brasdrill.
“Os trabalhadores de empresas terceirizadas são mais vulneráveis a acidentes por falta de treinamento e assédio para terminar o trabalho a qualquer custo. É muita pressão”, afirma Thiago Magnos, diretor do Sindipetro-NF.
De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), das 283 mortes que ocorreram no setor por acidentes de trabalho desde 1995, 228 ocorreram com terceirizados.