Campos operados pela Shell e Chevron estão entre os dez maiores em produção do País

A Petrobras continua na liderança destacada na produção de óleo e gás no Brasil, mas duas empresas estrangeiras já operam dois dos dez maiores campos produtores do país. Os dados divulgados hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que os campos operadores pela estatal brasileira extraíram 1,897 milhão de barris por dia de petróleo em agosto e 60,875 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, totalizando 2,280 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

O resultado representa 92% da produção total do Brasil, que atingiu 2,471 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A estatal ainda registra os sete maiores campos produtores do país, todos na bacia de Campos.

A liderança está nas mãos de Roncador, com 364 mil barris de óleo equivalente por dia, seguido pelos 289 mil barris de óleo equivalente por dia de Marlim Sul; 249 mil barris de óleo equivalente diários de Marlim; e 153 mil barris diários de óleo equivalente de Marlim Leste.

Mas Shell e Chevron já operam campos com produção entre as dez maiores do Brasil. A empresa anglo-holandesa retirou em agosto 70 mil barris de óleo equivalente por dia de Ostra, enquanto a Chevron extraiu 69 mil barris de óleo equivalente de Frade, ambos os campos também na bacia de Campos. No total, a Shell, que também opera Bijupirá, retirou em agosto 96 mil barris de óleo equivalente de seus campos no país. Outra operadora estrangeira com produção relevante no país é a Devon, com 23,3 mil barris diários em Polvo.

A agência reguladora abriu os dados apenas para as companhias operadoras. Desta forma, parte da produção da Petrobras em alguns campos pertence a empresas associadas, da mesma forma que companhias privadas operam campos que contam com a estatal como sócia. Nas informações divulgadas hoje, toda a produção do campo foi creditada para a empresa operadora. Para o diretor da ANP Vítor Martins, a participação das operadoras privadas e estrangeiras na produção brasileira poderá até dobrar nos próximos quatro anos, à medida que novos projetos entrem em operação.

"A produção [das empresas privadas] ficou relevante a partir deste ano e vai ficar cada vez mais relevante. É para isso que a gente faz os bids [licitações]", frisou Martins, que participou da Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro. O diretor também afirmou que a expectativa é de que a transferência das participações da Devon no país para a BP possa ser aprovada pela ANP em até dois meses, caso toda a documentação esteja em dia. "Depende da documentação. Pode demorar dois meses ou um ano. É um processo burocrático", disse Martins.

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