A Petrobras divulgou comunicado afirmando que não está trabalhando com nenhum plano alternativo, quer seja para a capitalização, quer seja para a cessão onerosa

A Petrobras divulgou comunicado afirmando que não está trabalhando com nenhum plano alternativo, quer seja para a capitalização, quer seja para a cessão onerosa. "Não existe nenhum plano B para a capitalização", informou a empresa. O comunicado foi divulgado em resposta à reportagem publicada no jornal o Estado de S. Paulo, na qual o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmava que o modelo de partilha poderia ser uma alternativa para a capitalização da estatal, embora o modelo ainda mais provável para a capitalização fosse a cessão onerosa do barril de petróleo da camada do pré-sal. No comunicado, a Petrobras afirmou que, consultado, o ministro esclareceu que o possível plano alternativo mencionado na reportagem em questão se refere única e exclusivamente a uma possibilidade, ainda sob análise pelo governo federal. Afirma ainda que "este possível plano alternativo, diferente do que afirma a matéria jornalística, seria um plano para uma eventual impossibilidade de se realizar a cessão onerosa e não um possível plano alternativo para a capitalização em questão", disse na nota. Ela esclarece ainda que a cessão onerosa e a capitalização da companhia, apesar de fazerem parte do mesmo projeto de lei, são operações juridicamente distintas. A Petrobras afirmou ainda que a decisão de adiar a oferta considerou a futura definição do valor preciso da cessão onerosa, a partir de dois laudos elaborados por duas certificadoras especializadas, sendo uma contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e outra pela empresa, como a forma mais adequada de diminuir as incertezas e dar mais segurança aos seus acionistas, já que este valor norteará o montante total da capitalização. A Petrobras disse que já contratou a certificadora que fará o laudo para a empresa. A companhia disse ainda que importante frisar que, para realizar a capitalização, não é mandatório a finalização dos laudos das certificadoras. "Porém, a companhia acredita que, com a definição do valor da Cessão Onerosa, os acionistas e investidores terão mais informações disponíveis para tomada na decisão de participar ou não da capitalização", informou.

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