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Companhias americanas foram alvo de 43% dos negócios anunciados no mundo, segundo PwC

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O setor global de mineração já anunciou 1.324 acordos de fusão e aquisição desde o começo deste ano, segundo relatório da PricewaterhouseCoopers (PwC) publicado pela Dow Jones. Somados, os acordos totalizam US$ 104 bilhões. Caso o ritmo observado até agora se mantenha até o fim do ano, a expectativa é de que o setor feche o ano perto do pico de US$ 159 bilhões registrado em 2007.

Os números referentes ao setor de mineração contrastam com os dados do mercado de fusões e aquisições em geral, no qual os volumes globais estão cerca de 25% abaixo do nível de pico, informa a PwC em seu relatório. Os EUA e o Canadá, em particular, são os principais compradores de ativos no setor de mineração, responsáveis por 49% dos acordos no setor entre o início do ano e 15 de agosto.

A seguir vem a região da Ásia e do Pacífico, com destaque para a China, representando 21% de todos os acordos fechados no período, de 10% há uma década. Segundo a PwC, a maior parte desses acordos foi de parceria estratégica, e não totalmente de aquisição. As companhias norte-americanas também foram alvo de 43% dos acordos anunciados até o momento em 2010, enquanto a Ásia, a África e o Oriente Médio representaram 35% do total, de 14% no ano 2000, prossegue o documento.

Cinco recursos minerais dominam as fusões e aquisições anunciadas neste ano: ouro, prata, cobre, carvão e minério de ferro. Mineradoras com presença significativa nesses cinco recursos minerais representaram 84% de todos os acordos em valor e 74% dos acordos em volume. As empresas também começaram a investir em outras commodities, inclusive fertilizantes e elementos raros, observa a PWC. A BHP Billiton fez recentemente uma oferta hostil de US$ 38,6 bilhões pela Potash e a Vale já dedicou US$ 4,8 bilhões à aquisição de ativos no setor de fertilizantes em 2008.

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