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Espanhóis querem brasileiros no leilão do trem-bala

Definição sobre consórcio responsável pelas obras estava prevista para este mês, mas foi adiada; projeto consumirá R$ 34,6 bilhões

Valor Online |

O ministro de Transporte da Espanha, José Blanco, afirmou que o consórcio espanhol que disputará o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) - o trem bala que interligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro -, buscará parceria com grandes empreiteiras brasileiras.

"Deveremos formar aqui um grande consórcio e incorporar a ele as empresas do setor de construção do Brasil. Vamos tratar de fazer a melhor oferta para poder finalmente construir o trem de alta velocidade", disse Blanco ao sair de reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

O interesse em formar parcerias com grandes construtoras brasileiras, como a Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrech, também já foi manifestado por outros consórcios estrangeiros. Entre os grupos internacionais que detêm a tecnologia para construção do TAV e se movimentam para entrar na disputa estão empresas e governos da China, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, França entre outros países. Atualmente, o edital de licitação é analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O leilão do trem-bala, orçado em R$ 34,6 bilhões, estava previsto para ser realizado até este mês. O projeto se mostra uma grande oportunidade para as construtoras. Do total de custo do projeto, 71% (R$ 24,5 bilhões) serão destinados a obras civis. O restante ficará para a desapropriação, medidas socioambientais, equipamentos e material rodante.

O ministro da Espanha sinalizou que as empresas do país estão entusiasmadas em apresentar uma proposta econômica competitiva. "Temos tecnologia própria desenvolvida por nossas empresas públicas e privadas. Portanto, estamos em perfeitas condições para competir", afirmou.

Embora as regras do leilão e o projeto detalhado do trem-bala brasileiro já tenham passado por consulta pública, Blanco afirmou que o grupo somente terá concluído uma oferta concreta quando o governo brasileiro publicar o edital de licitação. De olho no critério da licitação com maior peso para definir o consórcio vencedor, Blanco disse ainda que tem mantido um diálogo permanente com os principais bancos do país para obter linhas de crédito.

De acordo com a minuta do edital, quem exigir menor financiamento do governo brasileiro terá uma proposta mais competitiva. O segundo critério de avaliação da proposta será o preço da tarifa para a classe econômica. O valor máximo estabelecido no edital é de R$ 0,50 por quilômetro.

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