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Descobertas atrasam definição de venda de fatia de blocos, diz OGX

RIO - O forte ritmo de descoberta de óleo da OGX na bacia de Campos tem sido um complicador para a definição da venda de participação acionária nas áreas sob concessão da empresa na região

Valor Online |

. O diretor de exploração e produção da companhia, Paulo Mendonça, ressaltou que os anúncios de descoberta têm obrigado os interessados a refazer avaliações dos campos. "Quando o sujeito acha que acabou a avaliação dele, aparece uma nova descoberta. Isso tem dificultado. Só isso", frisou Mendonça, que classificou o contratempo como um "bom problema". O executivo, que participou de reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Apimec Rio), evitou falar sobre os interessados em comprar as fatias minoritárias postas à venda, mas informou que "dentro de um mês" poderá dar informações mais detalhadas. Questionado sobre o tempo que levará o processo, Mendonça lembrou que as negociações começaram em abril e que procedimentos deste tipo costumam levar em torno de nove meses. Atualmente, a OGX tem como informação divulgada ao mercado a estimativa de volume recuperável entre 2,6 bilhões e 5,5 bilhões de barris de óleo equivalente depois de sete perfurações na bacia de Campos. Mendonça revelou que a companhia possui um número interno, não divulgado, que é de conhecimento das empresas interessadas na compra das participações da petroleira em Campos. Esse número é fruto de recentes descobertas, anunciadas ao mercado, mas que ainda não foram traduzidas oficialmente em estimativas de volume recuperável. "Não fomos ao mercado ainda porque queremos ter mais certeza, mais confirmações de poços. Na medida em que estamos descobrindo muito, precisamos cada vez ter mais certeza, para evitar emoções exageradas, tanto para cima, quanto para baixo [no mercado]. Internamente, temos um número, que não divulgamos", frisou Mendonça. O diretor financeiro da empresa, Marcelo Torres, ponderou que não há pressa da companhia em realizar as vendas. Com US$ 3,4 bilhões em caixa e produção estimada para começar no campo de Waimea, em Campos, no ano que vem, o executivo ressaltou que a empresa tem recursos para fazer frente ao programa exploratório que prevê a perfuração de um total de 87 poços, dos quais 22 já foram perfurados. "O caixa é suficiente para todos os demais poços e ainda sobre para o início da produção", disse Torres, para quem o caixa é suficiente para as necessidades da companhia até 2013. Mendonça também estimou que o atual volume riscado de reservas da OGX, em certificação feita pela DeGolyer and MacNaughton, poderá subir. Hoje a estimativa feita pela certificadora é de 6,662 bilhões de barris de óleo equivalente potenciais nos 29 blocos que a empresa tem no país. Para o diretor, uma nova estimativa feita pela DeGolyer deverá estar pronta no começo do ano que vem. A produção em Waimea deverá começar em meados de 2011, faltando apenas a definição sobre a instalação de um teste de longa duração (TLD) com dois poços produtores e um injetor ou a declaração de comercialidade, com a instalação de um piloto. Segundo Marcelo Torres, o plano atual apresentado à Agência Nacional do Petróleo (ANP) contempla um TLD. Na fase de produção depois da declaração de comercialidade serão sete poços produtores e quatro injetores de água. A companhia começará, também em 2011, a fase de exploração na bacia do Pará-Maranhão, prevista para o começo do ano, e do Espírito Santo, que deverá iniciar em meados de 2011. Questionado sobre eleições e a sua influência na exploração do pré-sal, Mendonça se limitou a comentar que a "questão do pré-sal hoje não é mais técnica, é comercial". "Você faz as contas e, se atinge uma taxa de retorno palatável, você vai. Se não, você não vai", disse. (Rafael Rosas | Valor)

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