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BP vende ativos na Colômbia por US$ 1,9 bilhão

Operação se insere no plano da petroleira de vender US$ 30 bilhões em ativos nos próximos 18 meses

Valor Online |

A britânica BP vai vender suas atividades de exploração, produção e transporte de petróleo e gás na Colômbia a um consórcio formado pela Ecopetrol (estatal colombiana do setor) e a canadense Talisman Energy, por US$ 1,9 bilhão em dinheiro. A operação se insere no plano da petroleira de vender US$ 30 bilhões em ativos nos próximos 18 meses, para recuperar sua situação financeira diante das perdas provocadas pelo vazamento de petróleo no Golfo do México. O consórcio terá 100% das ações da subsidiária da BP na Colômbia, a BP Exploration Company Limited (BPXC).

A transação está sujeita à aprovação de órgãos reguladores e deverá ser concluída até o final do ano. A BPXC tem participação em cinco campos de produção, em quatro gasodutos distintos e dois blocos de exploração offshore e suas reservas provadas somam cerca de 60 milhões de barris de óleo equivalente (boe). O negócio não inclui a divisão de lubrificantes Castrol e nem outras atividades de refino na Colômbia.

"Estou muito satisfeito com o preço que alcançamos para esses ativos. A BP está presente na Colômbia há mais de 20 anos e desempenhou um papel importante na descoberta e desenvolvimento de jazidas no país", disse o diretor-executivo, Tony Hayward, em nota. "Mas agora faz sentido que os ativos fiquem com donos mais dispostos do que a BP para investir no seu desenvolvimento futuro."

A BP já vendeu ativos vendendo ativos nos EUA, Canadá e Egito para a Apache Corporation, por US$ 7 bilhões, e manifestou interesse de alienar as unidades do Paquistão e Vietnã. A companhia reportou um prejuízo de US$ 17,15 bilhões no segundo trimestre, derivado das provisões da companhia para cobrir os custos com o vazamento de petróleo no Golfo do México - que atingiram US$ 32,2 bilhões no trimestre encerrado em 30 de junho.

O derramamento começou em 20 de abril, após a explosão de uma plataforma petrolífera. De acordo com a BP, US$ 2,9 bilhões já foram gastos para conter o vazamento e os US$ 29,3 bilhões restantes envolvem gastos futuros, incluindo um fundo de US$ 20 bilhões acordado com o governo americano.

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