Setor já deve operar no Brasil em 2010 nos níveis pré-crise internacional, prevê executivo

O presidente da ArcelorMittal Inox Brasil, Paulo Magalhães, prevê um crescimento no consumo aparente (vendas no mercado interno mais importações) de aço inox de 8% este ano. Para o executivo, o setor já deve operar no Brasil em 2010 nos níveis pré-crise internacional, período em que houve uma retração na demanda pelo produto.

Magalhães lembra que a recuperação no mercado nacional foi mais acelerada do que a média mundial. A expectativa é do consumo aparente voltar este ano à casa dos 315 mil toneladas anuais, volume 31,25% superior ao consumo aparente registrado em 2009. Ao longo de 2009, no auge da crise internacional, a ArcelorMittal, grupo que responde por cerca de 75% do mercado de aço inox no País, operou com 70% de sua capacidade de produção. Hoje, a companhia está próxima ao seu limite, com uma taxa de ocupação entre 90% e 95%.

Mas, apesar do cenário positivo, o executivo descarta a possibilidade de uma nova fábrica. Segundo ele, não há demanda para uma nova unidade de aço inox no mercado brasileiro. "O mercado não comporta uma nova linha de aço inox", afirmou.

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