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ANP e Sindigás criam comitê para combater revenda ilegal de GLP

RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) deram início hoje a uma campanha de combate à revenda irregular de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. O objetivo é acabar com um mercado ilegal que causa perdas entre R$ 720 milhões e R$ 840 milhões por ano às revendedoras legalizadas do produto.

Valor Online |

RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) deram início hoje a uma campanha de combate à revenda irregular de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. O objetivo é acabar com um mercado ilegal que causa perdas entre R$ 720 milhões e R$ 840 milhões por ano às revendedoras legalizadas do produto. As duas instituições formalizaram hoje a criação do comitê Nacional de Erradicação do Comércio Irregular de GLP, que contará com o apoio de Procons, sindicatos de revendedores e Ministérios Públicos Estaduais. A partir do comitê nacional haverá a criação de sete comitês regionais - Sul; Sudeste 1, que abarcará somente São Paulo; Sudeste 2; Nordeste 1, da Bahia ao Rio Grande do Norte; Nordeste 2, do Ceará ao Maranhão; Norte e Centro-Oeste - em iniciativas que irão deste a identificação de postos legalizados até a investigação e combate aos pontos de venda irregulares. O presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, explicou que o número de revendas ilegais atualmente gira entre 70 mil e 100 mil em todo o país, para um universo de 37 mil comerciantes cadastrados na ANP para vender legalmente o GLP. O executivo diz que, "em uma estimativa grosseira", cerca de 25% dos 33 milhões de botijões vendidos mensalmente em todo o país provêm de revendas ilegais. "Se a margem do revendedor legal é pressionada, também sacrificamos as nossas margens comerciais", afirmou Bandeira de Mello, lembrando que revendas ilegais podem trazer problemas como botijões com quantidade menor que a indicada, lacres rompidos e falhas de segurança nos equipamentos e no armazenamento. O executivo lembrou que em um ano e meio as ações do Sindigás contra as revendas ilegais reduziu pela metade o número de comerciantes sem licença. Com o apoio da ANP e demais instituições, a expectativa é reduzir ainda mais esse número. Por ano o mercado de GLP envasado - que exclui as vendas a granel - movimenta R$ 15 bilhões, valor que vai a R$ 20 bilhões quando incluídas os volumes a granel. O diretor da ANP Allan Kardec Duailibe ressaltou que o órgão regulador tem aumentado a fiscalização no setor e este ano já foram realizadas 2.800 autuações por irregularidades no comércio de GLP. "Aumentamos o número de fiscalizações em relação ao ano passado", disse, sem confirmar quantas autuações foram feitas no ano passado. Segundo ele, a multa mínima para revendas não autorizadas de GLP é de R$ 20 mil. Para Bandeira de Mello, a iniciativa iniciada hoje pode representar preços menores no longo prazo para os consumidores finais. "No curto prazo as revendas legais terão que usar os recursos para refazer investimentos que foram parados. Mas no longo prazo o preço final pode cair", destacou Bandeira de Mello. (Rafael Rosas | Valor)

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