"Não tem usina mais questionada e mais estudada do que esta", diz o diretor-geral da agência, Nelson Hubner

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, criticou a quantidade de liminares existentes para tentar impedir a realização do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. "Tivemos uma guerra de liminares outra vez", comentou. De acordo com ele, não havia motivos para buscar a não-realização do leilão porque a usina gerará energia limpa, de qualidade e barata.

"O que nos assusta é que continuamos a ter ambientalistas que pressionam países desenvolvidos a reduzir CO2 e, ao mesmo tempo, fazem oposição a que o Brasil tenha a matriz mais limpa do planeta", disse. "O que assusta é o questionamento", completou. De acordo com Hubner, a construção da usina já vem sendo estudada há 30 anos. "Não tem usina mais questionada e mais estudada do que esta", disse.

O diretor afirmou que, se Belo Monte tivesse entrado em operação em 1986, já estaria produzindo energia para atender todo o País durante um ano. "Enquanto isso, estamos pagando por uma energia mais cara e mais poluente. Belo Monte está com um atraso de 20 anos", disse.

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