Depois de uma queda de braço entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu assinar amanhã, em solenidade no Rio Grande do Norte, um decreto autorizando a concessão à iniciativa privada do aeroporto de São Gonçalo de Amarante, no Rio Grande do Norte. O decreto servirá para atender, exclusivamente, ao pleito do governo potiguar.

Depois de uma queda de braço entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu assinar amanhã, em solenidade no Rio Grande do Norte, um decreto autorizando a concessão à iniciativa privada do aeroporto de São Gonçalo de Amarante, no Rio Grande do Norte. O decreto servirá para atender, exclusivamente, ao pleito do governo potiguar.

Dilma, que tem um perfil estatizante, não queria criar uma brecha para críticas que a coloquem na condição de patrocinadora de um processo de concessão, que costuma ser tratado como um modelo de privatização. Com a sua saída do Planalto e a pressão do Estado do Rio Grande do Norte, o governo federal aceitou fazer o processo de concessão, que será única e exclusivamente para esse caso.

Essa concessão será feita independentemente do modelo que poderá ser adotado para outros aeroportos no País, no próximo governo, a partir do ano que vem. O governo do Rio Grande do Norte deixou claro que preferia que a iniciativa privada fosse responsável pela construção e administração do aeroporto.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), era quem mais brigava pela concessão do aeroporto do Galeão. Também estavam na fila o aeroporto de Viracopos, em Campinas, e o futuro aeroporto da região metropolitana de São Paulo. Mas qualquer discussão em torno desses casos só será retomada depois das eleições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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