Grupo que levar Maracanã terá de investir R$ 469 milhões

Audiência pública no dia 8 de novembro vai debater o modelo de concessão, que constará do edital. O vencedor pagará ao estado do Rio outorga anual de R$ 7 milhões

Brasil Econômico - Érica Ribeiro |

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Está marcada para o dia 8 de novembro, no Galpão da Cidadania, região portuária do Rio de Janeiro, a audiência pública que vai discutir o modelo de concessão a ser adotado no Complexo do Maracanã. Segundo o secretário da Casa Civil, Regis Fitchner, dez dias após a audiência pública será lançado o edital de licitação, que prevê a concessão da área por um período de 35 anos. A IMX, braço de esportes e entretenimento do Grupo EBX, informou que vai aguardar o processo de consulta pública para avaliar sua entrada no processo licitatório. Até então, a empresa era a única interessada no processo. Mas especula-se que a BWA, especializada em gestão de estádios e venda de ingressos vá participar da disputa. Quem ficar com o Maracanã terá que desembolsar R$ 469 milhões para obras que incluem a criação de estacionamentos, uma área para bares, restaurantes e lojas, além da construção e operação do Museu do Futebol. A empresa vencedora vai se responsabilizar também pelo pagamento de outorga anual de R$ 7 milhões ao governo do estado, durante todo o tempo da concessão. O projeto de construção do complexo do Maracanã e os estudos de viabilidade foram todos desenvolvidos pela IMX.

Após dez dias da realização da audiência pública é que será publicado o edital para que as empresas interessadas possam participar. A ideia, diz Fitchner, é que a assinatura do contrato de concessão aconteça antes da Copa das Confederações, em 2013. A conclusão de todas as obras têm prazo para 2015.

“É um projeto que será posto em discussão com a sociedade. O estado precisa contratar uma empresa com experiência em gestão de estádios, que ofereça a melhor vantagem econômica. O Maracanã será utilizado por todos os clubes. O estádio não interfere na relação de licitantes com clubes de futebol, visando a movimentação do estádio. Mas o que não permitimos é exclusividade de um clube no estádio”, disse, acrescentando que até a divulgação do edital, podem ocorrer mudanças no atual desenho. E que empresas estrangeiras poderão participar dos consócios e entrar na disputa.

O nome Maracanã não poderá ser mudado e o secretário comentou que esta foi uma decisão do estado. Para ele, ainda que isso possa afastar investidores, é uma decisão que será mantida. O estádio Célio de Barros e do parque aquático Júlio Delamare serão demolidos dentro do projeto. Outra obra que ficará sob responsabilidade do concessionário é a modernização do estádio do Maracanãzinho, que, além das competições, também receberá outros eventos, como shows, transformando-se em uma arena multiuso.

A área do complexo do Maracanã passará de 29,3 mil metros quadrados para 43 mil metros quadrados. Já o Maracanãzinho terá a capacidade reduzida de 11.424 para 9.914 lugares. Antes dos Jogos Panamericanos, segundo a Casa Civil, era necessário investir R$ 9 milhões por ano no estádio para que fosse mantido. Depois do Pan, o faturamento do Maracanã cresceu e chegou a R$ 15 milhões por ano, com superávit financeiro de R$ 2 milhões, antes do fechamento.

A receita prevista pelo estudo de viabilidade do estádio é de R$ 154 milhões, com despesas previstas de R$ 43 milhões. O salto no faturamento vem das novas dimensões e flexibilidade de utilização, além de todos os espaços de lazer.

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