Percentual de redução da tarifa de energia deverá ser mantido, diz Tolmasquim

Segundo o presidente da EPE, decisão de 14 usinas de não renovar concessão não deverá alterar projeção de queda de 20% no preço da energia elétrica

Carla Falcão - iG Rio de Janeiro |

Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim garantiu, nesta quarta-feira, que a decisão de 14 usinas de não renovar os contratos de concessão de energia elétrica não deverá afetar o percentual já projetado pelo governo de redução das tarifas, que poderia chegar a até 20%, conforme anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff.

“O cálculo feito pelo governo já tinha uma certa gordura. Por isso, seguimos trabalhando com o percentual anunciado pela presidenta. Não há razão para falar em outros números”, afirmou Tolmasquim, durante evento realizado nesta quarta-feira, na Amcham-Rio.

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Tolmasquim comentou ainda a ameaça da Cemig de entrar na justiça para defender a renovação de suas concessões segundo as regras antigas. A Cemig está entre as concessionários de 14 usinas de geração de energia que deixaram de informar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o interesse em renovar suas concessões, que venceriam entre 2015 e 2017.

“É um direito da companhia entrar na justiça. Mas o nosso desejo é que essa questão seja resolvida de maneira amigável”, disse.

Segundo o presidente da EPE, as companhias estavam contando com as renovações das concessões. “É razoável entender o descontentamento com as novas regras de renovação das concessões, mas uma hidrelétrica é um bem público, que precisa voltar à União. O Governo pode, por lei, estabelecer as bases de novos contratos”, observou. “O empresário, por sua vez, vai cobrar melhores condições, obviamente”, ponderou.

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Ele ressaltou ainda que o governo está tentando fazer o que é melhor para o país, buscando melhorar a competitividade, principalmente, da indústria.

Tolmasquim revelou ainda que a EPE planeja elaborar um novo estudo sobre o potencial eólico brasileiro. Segundo ele, o último levantamento feito, segundo o qual o potencial eólico brasileiro era de 143 mil megawatts – produção equivalente a 10 Itaipus – considerava o modelo de torres de 50 metros de altura. “Hoje, já existe tecnologia para a instalação de torres de até 100 metros, que geram uma quantidade muito maior de energia”, diz.

A projeção da EPE é que o Brasil salte da atual 20ª posição no ranking mundial de produção de energia eólica para a 4ª posição em 2021, disputando o lugar com a Alemanha.

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