Furnas comunica à Aneel interesse em renovar concessões

Conjunto de hidrelétricas cuja prorrogação foi solicitada inclui Furnas (MG), Luiz Carlos Barreto de Carvalho (SP/MG), Marimbondo (MG), Funil (RJ), Corumbá (GO) e Porto Colômbia (MG/SP)

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A estatal federal de energia Furnas, subsidiária da Eletrobras, manifestou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) interesse em prorrogar a concessão de todos os seus ativos com vencimento até 2017, pelo prazo de até 30 anos, informou a empresa nesta quinta-feira.

O conjunto de hidrelétricas cuja prorrogação foi solicitada inclui as usinas de Furnas (MG), Luiz Carlos Barreto de Carvalho (SP/MG), Marimbondo (MG), Funil (RJ), Corumbá (GO) e Porto Colômbia (MG/SP).

Os empreendimentos totalizam 4.617 megawatts (MW) de capacidade instalada.

Já o sistema de transmissão reúne 151 linhas e 46 subestações que somam 18,5 mil quilômetros de extensão, "por onde passa 40 por cento de toda a energia consumida no país", de acordo com Furnas.

"Análise preliminar dos números mostra que a empresa já está ajustada ao novo cenário do setor elétrico brasileiro, com seus custos equilibrados, e preparada para as receitas previstas com os parâmetros estabelecidos pelo governo", disse o presidente da companhia, Flavio Decat, em comunicado.

O prazo para que as empresas manifestem interesse em renovar concessões de ativos com contratos em vencimento até 2017 termina na próxima segunda-feira (15), conforme estabelecido na Medida Provisória 579.

Em 17 de setembro, Furnas divulgou que vai reduzir o quadro de funcionários em mais de um terço e cortar despesas operacionais para melhorar os resultados, em um esforço para adequar sua estrutura à nova realidade do setor elétrico brasileiro.

Menos de uma semana antes, a presidente Dilma Rousseff tinha anunciado redução média da conta de luz dos consumidores em 20,2 por cento em 2013. A diminuição do custo da energia no Brasil será possível graças à renovação antecipada e condicionada de concessões do setor elétrico e pela extinção ou redução de encargos.

(Por Fábio Couto)


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