Cemig admite que Belo Monte enfrenta problemas
Para executivo da empresa, suspensão de obras é “fato passageiro” e será superado. Trabalhadores do consórcio Norte Energia mantém atividades
O diretor-presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, admitiu hoje, em teleconferência com analistas financeiros, que o consórcio Norte Energia, do qual a companhia faz parte, tem enfrentado "alguns problemas" em Belo Monte. Na terça-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) mandou suspender as obras da hidrelétrica .
Apesar da decisão, os 12 mil trabalhadores que atuam nos canteiros da usina permanecem em atividade. O consórcio alega que ainda não foi oficialmente notificado pela decisão que suspende as obras até que os índios da região sejam consultados pelo Congresso Nacional sobre o impacto do projeto. "Problemas existiram e vão existir.
O negócio é retirá-los do nosso caminho. Vamos chegar a um consenso e dar um jeito na obra. É um fato passageiro", afirmou Morais. Segundo ele, as obras de Belo Monte estão 10% concluídas. A hidrelétrica, em construção no rio Xingu, no Pará, terá capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW). A Cemig, junto com a Light, tem uma participação de 10% no Norte Energia.
Tapajós O diretor financeiro e de relações com investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla, afirmou na teleconferência que a companhia vai participar dos leilões das concessões de novas hidrelétricas na bacia do rio Tapajós. A expectativa é que as licitações ocorram em 2013. Djalma Bastos de Morais explicou ainda que a empresa também pretende manter o crescimento por meio de aquisições de empresas no setor.
"As aquisições são fatores preponderantes para que possamos crescer. Estamos sempre à procura de empresas que venham agregar valor a Cemig", disse o executivo. (Rodrigo Polito | Valor)