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Bernardo quer resposta rápida da Anatel sobre queda em ligações da TIM

“Uma coisa é dizer que a chamada caiu. Outra coisa, é ter uma ação clara para aumentar a receita e lesar o consumidor”, disse o ministro das Comunicações

Valor Online |

Valor Online

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) precisa dar uma resposta rápida sobre a suposição de a TIM ter derrubado de forma proposital ligações de clientes do plano promocional Infinity.

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“Tem que ter apuração rigorosa, mas também temos que ter o cuidado de não acusar alguém, seja pessoa física ou jurídica, sem provas”, afirmou o ministro. Ele ressaltou que o processo de fiscalização da Anatel que identificou indícios de queda proposital ainda é “preliminar”.

“Uma coisa é dizer que a chamada caiu. Outra coisa, ter uma ação clara para aumentar a receita e lesar o consumidor”, disse Bernardo durante audiência pública no Senado. Segundo ele, questões como estas devem ser consideradas como crime, tratando-se, portanto, de um “caso de polícia”.

O diretor de Assuntos Regulatórios da TIM, Mario Girasole, classificou como “falsa” a afirmação de que a operadora tem derrubado, propositalmente, as ligações dos clientes do plano promocional Infinity. Esta tese consta em relatório preliminar da equipe de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“A TIM nega veementemente que a queda das ligações ocorreu de forma proposital”, disse o Girasole em audiência pública no Senado.

“É lamentável porque o relatório tem conclusões de precipitadas, porque parte de premissas erradas”, afirmou o diretor da TIM. Para ele, uma acusação desta gravidade deveria ter um respaldo técnico mais rigoroso.

Ele disse que a equipe de fiscalização da Anatel não fez distinção entre os inúmeros motivos que poderiam ter levado à queda de chamadas, que podem ser provocadas pelo fim da carga da bateria do celular ou pelo deslocamento do usuário por áreas de “sombra”, como em elevadores e garagens fechadas.

Além disso, o diretor da TIM ressaltou que não é possível fazer distinção entre planos de tarifação, como o Infinity. Segundo ele, os sistemas das operadoras, inclusive, não podem fazer esta distinção no tratamento técnico dados aos planos de serviço.

“Uma coisa é a qualidade do negócio. A outra é a ética deste negócio. Em relação à qualidade, aceitamos conversar e, por isso, apresentamos o nosso plano de investimento à agência”, afirmou Girasole.


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