Operadoras não podem alegar surpresa com suspensão, diz ministério
"Foi uma medida extrema em função de uma situação que se agrava”, afirmou o ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez
O ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez, disse nesta quinta-feira que a suspensão das vendas de novos planos de serviço das operadoras TIM, Oi e Claro foi uma decisão necessária diante da situação grave de queda na qualidade. "Foi uma medida extrema em função de uma situação que se agrava. O brasileiro está com dinheiro e disposição para gastar cada vez mais com serviços de telecomunicações. Com a economia desacelerada ou não, estes serviços estão tendo um peso maior na cesta de consumo do brasileiro”, afirmou Alvarez, que é secretário-executivo do ministério.
Alvarez disse que as empresas devem ser responsabilizadas por não terem calculado de forma adequada a previsão de crescimento do mercado de celular. “O volume de brasileiros dispostos a consumir levou a uma defasagem das redes móveis e da capacidade de tráfego”, afirmou.
O técnico do ministério fez questão de ressaltar que Anatel já vinha alertando as operadoras sobre a queda da qualidade. Portanto, não poderia ser aceita a alegação de que as empresas foram “surpreendidas” pela medida adotada pela Anatel.
A surpresa é justificável, segundo ele, apenas em relação aos seus impactos, mas não pelo fato de não saberem dos baixos índices de qualidade. Alvarez disse que as operadoras também são punidas pelo próprio mercado quando falham na prestação do serviço e, por consequência, perdem usuários para as concorrentes.