Marco Antonio Castello Branco deixa presidência da segunda maior produtora de aços planos do País. Wilson Brumer assume

Dois anos depois de assumir, o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, deixará o comando da empresa, a segunda maior produtora de aços planos do País.

O engenheiro metalúrgico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com mestrado e doutorado na Alemanha não terá seu contrato de trabalho renovado. O contrato atual vence no fim de abril.

No lugar de Castello Branco, assume o presidente do conselho de administração da Usiminas, Wilson Brumer. Israel Vainboim, ex-presidente do Unibanco, presidirá o "board" da companhia.

Na curta passagem de Castello Branco pela companhia, a Usiminas perdeu terreno para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e foi alvo de um processo de investigação do Ministério Público de assédio moral e sexual em treinamentos de trabalho.

Antes de chefiar a Usiminas, Castello Branco, de 49 anos, ocupava a presidência da divisão de tubos da multinacional francesa Vallourec & Mannesmann.

Ele sucedeu a Rinaldo Campos Soares, que ficou 17 anos no comando da Usiminas, antes mesmo da privatização da Usiminas, em 1991.

Em entrevista à imprensa em março, Castello Branco disse que as acusações eram parte de intrigas em razão das mudanças que ele havia empenhado na modernização dos negócios da empresa.

A Usiminas é controlada pela Nippon Steel, Camargo Corrêa e Votorantim.

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