Bruxelas, 14 jul (EFE).- O comissário da Energia europeu, Günther Oettinger, defendeu hoje perante a indústria petrolífera uma moratória para o início de novas perfurações, enquanto a regulação e os sistemas de controle nesse âmbito são analisados, após a explosão da plataforma que ocasionou o derrame no Golfo do México.

Bruxelas, 14 jul (EFE).- O comissário da Energia europeu, Günther Oettinger, defendeu hoje perante a indústria petrolífera uma moratória para o início de novas perfurações, enquanto a regulação e os sistemas de controle nesse âmbito são analisados, após a explosão da plataforma que ocasionou o derrame no Golfo do México. Oettinger, que deixou claro que a Comissão Europeia (CE) não tem competência para decretar essa moratória, considera que a paralisação das permissões, similar à decretada nos Estados Unidos após o acidente, seria "uma boa ideia". Segundo o comissário, a moratória poderia "interessar as companhias", já que "depois haveria nova legislação, standards mais éticos e nova confiança nas companhias". A catástrofe no Golfo levou Bruxelas a iniciar uma revisão das normas que regulam as perfurações na Europa, uma legislação que necessita ser "melhorada", segundo Oettinger. Na mesma linha, o comissário do Meio Ambiente da UE, Janez Potocnik, esclareceu que, após o desastre diante das despesas americanas, "não fazer nada não é uma opção". Junto aos representantes comunitários compareceu em entrevista coletiva o diretor-executivo da associação internacional dos produtores de petróleo e gás, Michael Engell-Jensen, que anunciou que a indústria iniciará um grupo de trabalho para estudar a resposta a acidentes. Sobre a proposta de moratória, Engell-Jensen considerou que não foram detectadas deficiências nos sistemas de segurança na Europa e que a recomendação da indústria é que se continuem processando as solicitações como até agora, com uma apuração reforçada. EFE mvs/ab

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