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Grupo quer fornecer compressores para refinarias e indústrias petroquímicas no mercado brasileiro

A Thomassen, fabricante holandesa de compressores, pretende definir até o fim do ano sua estratégia para instalação de uma fábrica no Brasil para construir unidades com potência de até 6 megawatts (MW). No momento, a companhia analisa as possibilidades de erguer uma unidade produtora, adquirir uma fábrica já existente ou buscar uma associação com uma empresa brasileira.

O diretor comercial da Thomassen no Brasil, Francisco Edgar da Silva Filho, explicou que a decisão sobre o local da fábrica e a maneira da entrada no Brasil sairão este ano, de forma que o primeiro compressor possa ser fabricado já no ano que vem. O investimento na instalação da produção no país vai depender do modelo a ser adotado pela companhia. O objetivo da empresa é fornecer compressores do tipo API 618, especiais para refinarias e indústria química e petroquímica, não apenas para o Brasil, mas também para outros países da América do Sul, que receberiam os equipamentos da primeira fábrica da companhia no continente. "Além do crescimento [no país], cumpriremos a exigência de conteúdo nacional", disse Silva Filho, lembrando que, com a fábrica, entre 65% e 70% dos compressores serão construídos no Brasil.

Silva Filho revelou que a Thomassen participou de uma concorrência para fornecer até 50 compressores para as refinarias da Petrobras, abocanhando o fornecimento de 10 unidades, que foram trazidas do exterior. Nesse caso, os equipamentos foram usados nas expansões das refinarias Gabriel Passos (Regap), Landulpho Alves (Relan), Henrique Lage (Revap) e Capuava (Recap). Questionado sobre a demanda pelos compressores que serão produzidos no Brasil, Silva Filho lembrou que outras expansões serão necessárias em refinarias já existentes, como Duque de Caxias (Reduc), Alberto Pasqualini (Refap) e Manaus (Reman), além da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da refinaria Abreu e Lima (Renestes) e das duas refinarias Premium que serão erguidas no Ceará e no Maranhão.

Silva Filho destacou que a empresa não conseguiu vencer a concorrência feita pela Petrobras para o fornecimento de compressores para Abreu e Lima, uma vez que estava com foco na concorrência para os 10 compressores instalados nas unidades já existentes da petroleira. "Participamos de todas as concorrências da Petrobras. Com a fábrica aqui, sem dúvida alguma vai ficar mais fácil, porque será mais simples cumprir as exigências de conteúdo nacional", disse Silva Filho.

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