RIO - A geração de caixa da Vale foi recorde no terceiro trimestre do ano

. Segundo a empresa, o resultado inédito permitiu o financiamento de iniciativas de crescimento e a distribuição de dividendos aos acionistas. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) foi de R$ 15,923 bilhões no trimestre. O resultado é 52,6% superior ao registrado no segundo trimestre do ano, e 40,3% maior que o recorde anterior, de R$ 11,352 bilhões no mesmo período do ano de 2008. O incremento de R$ 5,489 bilhões em relação ao trimestre anterior foi impulsionado pela receita operacional. No acumulado do ano, o Lajida totalizou R$ 31,742 bilhões. De janeiro a setembro, a Vale investiu US$ 14 bilhões. Além disso, distribuiu aos acionistas o equivalente a US$ 5 bilhões. A dívida total em 30 de setembro de 2010 era de US$ 25,267 bilhões, com prazo médio de 9,6 anos e custo médio de 5,25% ao ano, com dívida líquida de US$ 15,544 bilhões. O caixa passou de US$ 6,235 bilhões para US$ 9,723 bilhões, devido ao desempenho operacional. Com isso, o lucro líquido alcançou R$ 10,554 bilhões no terceiro, equivalente a R$ 1,97 por ação diluído. Este foi o lucro líquido trimestral mais elevado na história da Vale, 33,5% maior que o último recorde, no segundo trimestre de 2008, de R$ 7,906 bilhões, e 262,06% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro líquido totalizou R$ 20,068 bilhões, 208,4% acima dos R$ 7,630 bilhões no mesmo período de 2009. A receita financeira foi de R$ 157 milhões, contra R$ 114 milhões no segundo trimestre. As despesas financeiras aumentaram para R$ 1,289 bilhão no de julho a setembro (ante R$ 931 milhões), explicado principalmente pela marcação a mercado das debêntures participativas, que implicou em efeito negativo, que não impacta o caixa, de R$ 262 milhões. O efeito da marcação a mercado das transações com derivativos foi positivo em R$ 854 milhões. Essas transações produziram impacto positivo no fluxo de caixa de R$ 167 milhões. O resultado líquido dos swaps de moedas e taxas de juros, estruturados principalmente para converter a dívida em reais para dólar americano para proteger o fluxo de caixa da volatilidade cambial, produziu efeito positivo de R$ 978 milhões no terceiro trimestre, dos quais R$ 190 milhões geraram efeito caixa positivo. Segundo a Vale, a depreciação do dólar produz diversos efeitos no desempenho financeiro da companhia. Por um lado, contribui para elevar custos operacionais e de investimento, dado que são majoritariamente denominadas em outras moedas que não o dólar, como o real, o dólar canadense, a rúpia indonésia, o dólar australiano e outros. Por outro lado, o dólar norte-americano mais fraco e as baixas taxas de juros contribuem para redução de custo de capital, e para a elevação da demanda e preços de minerais, metais e fertilizantes. "Enquanto que o efeito negativo é visível e fácil de se quantificar, o impacto positivo, ainda que importante, não é tão visível e é mais difícil de se estimar", divulgou a Vale em seu balanço. (Juliana Ennes | Valor)

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