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Siderúrgicas da Ásia enfrentam lucro fraco no 3º tri

Menor crescimento da demanda e dificuldade em repassar custos de produção maiores explicam cenário

Reuters |

As siderúrgicas asiáticas enfrentam um cenário de lucro fraco no terceiro trimestre diante do menor crescimento da demanda e dificuldade em repassar totalmente custos de produção maiores aos clientes. Apesar disso, movimentos da China para redução de produção podem impulsionar os preços do aço.

As produtoras de aço chinesas estão enfrentando custos maiores com matérias-primas compradas no trimestre anterior, mas a queda na demanda das montadoras de veículos, estaleiros e da construção civil estão tornando difícil para as usinas repassarem o incremento dos custos.

Siderúrgicas japonesa, que atendem as maiores montadoras de veículos do mundo, também estão enfrentando problemas com a valorização do iene que afeta suas exportações, e a demanda doméstica deve perder força depois do fim de medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo.

A sul-coreana Posco, terceira maior siderúrgica do mundo, vai definir o tom para a indústria quando estrear a temporada de resultados do setor na próxima semana.

A Posco deve divulgar uma queda de 28% no lucro em relação ao segundo trimestre, quando teve o maior nível do ano.

Analistas afirmam que o resultado da Posco deve piorar ainda mais no quarto trimestre por causa dos dois aumentos de preços deste ano que não foram suficientes para cobrir custos maiores com matérias-primas, os quais os rivais japoneses Nippon e JFE também não conseguiram repassar aos clientes.

"O lucro da Posco deve melhorar apenas no primeiro trimestre pois os preços menores de matérias-primas só serão sentidos a partir de dezembro", disse Kim Yun-sang, analista do IBK Securities.

As expectativas da indústria estão sobre a China, já que o maior país produtor de aço do mundo trabalha para reestruturar seu setor siderúrgico com cortes de produção voltados a metas de economia de energia.

A expectativa é que a reestruturação da indústria produtora de aço na China possa melhorar o problema do excesso de oferta.

"A China tem falado por anos sobre fechar instalações mais antigas, algo que ainda precisa se materializar. Mas agora o governo está tomando ações reais, cortando eletricidade", disse Lee Won-jae, analista da SK Securities.

A chinesa Baosteel, segunda maior siderúrgica do mundo, e suas rivais devem divulgar lucros menores ou mesmo prejuízos no terceiro trimestre, atingidas por custos maiores e preços menores gerados por excesso de oferta local e demanda em baixa pelas medidas de Pequim para esfriar o mercado imobiliário.

Analistas afirmam que o lucro líquido da Baosteel deve cair em quase um terço para 1,3 bilhão de iuans (US$ 194 milhões), em linha com estimativa anterior.

No Japão, Nippon Steel e JFE Holdings vão ver o lucro de julho a setembro caindo em relação aos três meses anteriores pois não conseguiram os planejados aumentos de produção e de preços.

 

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