RIO - O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Energia do Estado do Rio, Julio Bueno, afirmou hoje que o projeto de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) não está muito claro

RIO - O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Energia do Estado do Rio, Julio Bueno, afirmou hoje que o projeto de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) não está muito claro. Como demonstra o nome, o projeto inicial era baseado nas unidades petroquímicas. Com o crescimento dos projetos de refino e com a abundância da petroquímica no mercado internacional, o projeto inicial foi modificado e pode ser considerado como essencialmente de refino. "Teve uma mudança de conceito na Petrobras. Na verdade, você vai ter uma grande refinaria Premium e uma pequena unidade petroquímica. Em princípio, seria uma refinaria petroquímica de 150 mil barris. Hoje, o projeto é de refinaria de 200 mil barris e de uma unidade petroquímica de 20 mil barris, crescendo apenas a partir de 2018 e 2019 para uma grande unidade petroquímica", disse Bueno. Ele acredita que uma das causas pode ser o excesso de oferta de produtos petroquímicos no mundo. No entanto, o secretário não quis comentar se teria havido um erro da Petrobras no desenvolvimento inicial do projeto. "Se você olhar o mercado petroquímico no mundo está superlotado de oferta", concluiu, após participar de evento no Rio de Janeiro. Localizado no Estado do Rio de Janeiro, o Comperj prevê a construção de uma refinaria, além de unidades petroquímicas de primeira e de segunda geração. A entrada em operação do empreendimento está prevista para o segundo semestre de 2013. (Juliana Ennes | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.