Multinacional adapta-se à guerra contra a "junky food"; grupo quer quintuplicar área plantada com girassol no Brasil

PepsiCo troca óleo de milho por girassol
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PepsiCo troca óleo de milho por girassol
Com a guerra à obesidade, que está aumentando no mundo e também no Brasil, os salgadinhos entraram na mira do combate à chamada “junky food”, ou alimentos de baixo valor nutricional. Fabricante da marca Fandango, voltada ao público infantil, e das batatas fritas Ruffles, a PepsiCo está se adpatando à nova realidade. Além da lançar produtos com apelo mais saudável, a empresa está trocando o óleo de milho pelo de girassol.

Para isso, a multinacional americana implementou um programa no Brasil para estimular o plantio da matéria-prima, cuja oferta ainda é pequena. Atualmente, a empresa já compra girassol de agricultores que cultivam cerca de 10 mil hectares. Mas a meta é quintuplicar a produção. “Queremos chegar a 50 mil hectares até 2015”, afirma Otto Von Sothen, presidente da divisão de alimentos da PepsiCo no Brasil.

O girassol é processado em unidades de empresas como Cargill e a Dow, que fornecem o óleo à PepsiCo. A empresa oferece aos agricultores as sementes e financia o plantio.

A multinacional americana já possui um sistema agrícola integrado para produção de batatas no País. A empresa adquire insumo de uma área cultivada de 74 mil hectares, o que garante à empresa 100% do abastecimento para a produção da marca Ruffles.

Von Sothem justifica que os salgadinhos, ao contrário do que se imagina, não são feitos com conservantes ou outras substâncias que possam fazer mal à saúde. “Usamos matéria-prima agrícola, sal e óleo. Tanto é assim que a vida útil dos salgadinhos é de apenas sete semanas”, afirma o executivo. Isso exige que a empresa mantenha uma grande força de vendas para abastecer o varejo. Só nessa área, a empresa emprega 3,5 mil pessoas.

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