Vendas globais devem totalizar US$ 300 bilhões em 2010, segundo a consultoria Gartner

A receita global do mercado de semicondutores deve atingir US$ 300 bilhões em 2010, o que representa um avanço de 31,5% comparado à soma de US$ 228 bilhões registrada no ano passado, de acordo com uma análise do Gartner. Em relatório divulgado hoje, a consultoria elevou sua previsão de receita para o segmento de componentes, em relação ao crescimento de 27,1% previsto durante o primeiro trimestre. Os analistas advertiram, no entanto, que embora a receita de semicondutores esteja prestes a atingir um nível recorde em 2010, o crescimento do segundo semestre deverá ser inferior ao comportamento sazonal. Em 2011, os analistas projetam uma receita de US$ 314 bilhões para o setor de componentes, o que equivale a um crescimento de 4,6% sobre 2010.

"O crescimento do mercado de semicondutores no primeiro semestre de 2010 foi muito forte, mas é cada vez mais claro que a indústria não consegue manter o ritmo no segundo semestre de 2010 e em 2011", disse o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Bryan Lewis. Segundo ele, embora o impacto da crise de crédito europeia tenha diminuído, a recuperação econômica mundial é lenta e fornecedores de equipamentos eletrônicos podem estar prontos para cortar a produção nos primeiros sinais de queda dos pedidos. A cadeia de abastecimento de computadores sinaliza a maior necessidade de ajuste, o que tem sido observado em anúncios de fabricantes como a Intel, que reduziu recentemente sua previsão para o terceiro trimestre.

Quanto ao mercado de dispositivos móveis, o Gartner destaca o crescimento acelerado de chips para smartphones, que deve representar 36% da receita do mercado de semicondutores para telefonia móvel este ano. Até 2014, esta participação deve aumentar para 64%, aponta a consultoria. A demanda por componentes de memória DRAM (Dynamic Random Access Memory) atingirá seu pico em 2010. Na avaliação de Lewis, a receita deste setor deve alcançar US$ 42 bilhões, um salto de 82,5% ante o resultado de 2009. A partir de 2011, no entanto, as demanda do segmento terá uma desaceleração, chegando a uma queda de 29% nas vendas em 2012. No sentido contrário, o segmento de memória Flash (NAND) deve sustentar uma curva crescente até 2013, impulsionado por smartphones e tablets, afirma a consultoria.

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