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Reajuste de insumos pode afetar indústria de autopeças, diz Lafis

SÃO PAULO - A manutenção de estímulos fiscais nas vendas de veículos pesados até o fim deste ano tende a manter as vendas da indústria de autopeças aquecidas. No entanto, a pressão sobre os custos a partir de reajustes dos insumos siderúrgicos poderá inviabilizar a recuperação desse setor, aponta um relatório divulgado pela consultoria Lafis.

Valor Online |

Segundo o estudo, elaborado pelo analista Osmar Sanches, um aumento significativo no preço do aço - uma das principais matérias-primas na fabricação de autopeças - representa um dos riscos às projeções que apontam para uma expansão de 10,2% no faturamento do setor neste ano. A preocupação reside nos impactos dos movimentos de preços sobre a competitividade dessa indústria. Por outro lado, a decisão do governo de estender até 31 de dezembro a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nas vendas de caminhões, tratores e reboques pode fazer com que as vendas se mantenham em "patamares bastante elevados". Cabe lembrar que essa medida foi acompanhada pela manutenção no mesmo período de uma alíquota reduzida - da ordem de 4% - no IPI aplicado nas vendas de veículos comerciais leves. De acordo com a Lafis, o fim do redutor de 40% no imposto das autopeças importadas por montadoras - que ocorrerá gradualmente até maio - ajudará a eliminar a concorrência do produto estrangeiro, o que favorece as empresas nacionais. O texto lembra que a evolução do faturamento dos fabricantes de autopeças depende do dinamismo das vendas das montadoras, que respondem por 72% das vendas do setor. "Portanto, é importante que o ritmo das vendas de veículos se mantenha elevado para garantir a recuperação do faturamento do setor". Hoje, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reportou vendas de 1,58 milhão de veículos no primeiro semestre de 2009, 9% acima do volume de igual período do calendário anterior. Até dezembro, o mercado deverá alcançar a marca recorde de 3,4 milhões, marcando crescimento de 8,2% sobre 2009, conforme prevê a entidade. No entanto, a consultoria pondera que o fim da isenção do IPI para carros leves em março deverá resultar em crescimento menos acentuado no faturamento das empresas de autopeças. De janeiro a abril, o setor registrou expansão de 33,1%, diz o estudo, citando números do Sindipeças, o sindicato que abriga os fabricantes de componentes automobilísticos. Para o longo prazo, o relatório cita que a tendência de uma tímida desvalorização do real entre 2011 e 2012 poderá contribuir levemente com a evolução das vendas ao exterior, que também podem se favorecer de uma "possível expansão do comércio internacional". O risco externo, no entanto, seria um acirramento da crise fiscal na Europa, algo que pode bater no Brasil por diversos canais de transmissão, como a escassez de crédito e uma concorrência mais agressiva das empresas estrangeiras, que passariam a buscar mercados mais saudáveis, como o brasileiro. O estudo também destaca ameaças de aspectos jurídicos ,que envolvem direitos de patentes. Isso porque algumas empresas de autopeças estão sendo proibidas de fabricar peças para reposição desenvolvidas por montadoras. "Caso este movimento se intensifique é possível que as empresas do setor sejam fortemente prejudicadas devido à restrição em seu portfólio de produtos", alerta o relatório. (Eduardo Laguna | Valor)

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