Faturamento das empresas da área deve atingir recorde de US$ 33 bilhões neste ano, cifra 10% maior que a de 2009

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As fábricas de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus (AM) trabalham hoje no mesmo ritmo do último trimestre de 2008, quando a crise financeira internacional ainda não tinha afetado a produção. "As indústrias de Manaus voltaram ao ritmo de 2008 e ocupam 90% da capacidade instalada", afirma o superintendente adjunto de projetos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Oldemar Ianck. No ano passado, a ocupação das fábricas de eletroeletrônicos não chegava a 70% da capacidade instalada.

Pelas encomendas do varejo até agora, Ianck projeta faturamento recorde de US$ 33 bilhões para as empresas da Zona Franca neste ano, cifra 10% maior que a de 2009.

Apesar da receita recorde, as contratações provavelmente não serão recorde este ano. Wilson Périco, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas, calcula que o ano termine com 110 mil trabalhadores empregados nas indústrias. O último ano de recorde de emprego foi 2008, quando as contratações somaram 115 mil. No ano passado, terminou com 92 mil empregados.

Esse descompasso entre o emprego e o faturamento ocorre porque aumentou neste ano a produção de itens de maior valor unitário nas indústrias de eletroeletrônicos da Zona Franca. "O aumento da renda, do emprego, o maior acesso ao crédito e o preço mais acessível de produtos tecnologicamente mais avançados fazem com que o faturamento atinja níveis recordes", diz Périco.

Entre os produtos de maior valor unitário que se destacam neste ano, Ianck cita as TVs com tela de cristal líquido (LCD, na sigla em inglês). "Até agosto, foram produzidas mais de 5 milhões de TVs desse tipo e o valor desse aparelho é três vezes maior que o de uma TV de tubo", diz ele

Outro item de maior valor unitário que tem procura crescente neste fim de ano é o aparelho de ar-condicionado split. Enquanto o preço de um aparelho tradicional, modelo de janela, está na faixa de R$ 600 a R$ 1.000, um modelo split equivalente custa muito mais.

Périco acrescenta que as motocicletas, as bicicletas e os celulares produzidos na Zona Franca também têm hoje mais recursos que os fabricados no ano passado. "O polo industrial retomou o ritmo de crescimento com produtos de maior tecnologia." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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