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Preço médio praticado por Petrobras recua, apesar de alta do óleo

Combustíveis nos Estados Unidos ainda são mais baratos que no Brasil

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

 

Apesar do aumento de 50% nas cotações do petróleo no mercado internacional, o preço médio de realização da Petrobras – uma média de valores praticados sobre seus produtos – diminuiu no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O preço do barril que a estatal vende recuou 2%, de US$ 158 para US$ 162, por causa da redução dos preços do diesel e gasolina, em junho de 2009.

Mesmo assim, os preços médios dos combustíveis praticados no Brasil continuam maiores do que os realizados nos Estados Unidos, onde a gasolina é mais barata. O preço médio de realização praticado entre americanos é de US$ 150 cada barril.

Os preços dos combustíveis no Brasil não seguem a trajetória dos valores praticados no mercado externo, ao contrário do que ocorre nos mercados americano e europeu. Isso ajuda a explicar por que as rivais da Petrobras exibiram resultados mais robustos que a companhia brasileira. A política de preços estáveis no País foi adotada mesmo diante da abertura do setor do petróleo, em 1998.

No segundo trimestre, a Petrobras apresentou lucro 2% maior que o verificado no mesmo período do ano passado. A americana Exxon Mobil, a maior do mundo com capital aberto, quase dobrou o lucro, para US$ 13,8 bilhões, a Shell obteve um crescimento de 15% no resultado líquido. O lucro da empresa anglo-holandesa foi de US$ 4,3 bilhões no mesmo período. Já a BP, responsável pelo maior vazamento de petróleo da história, no Golfo do México, amargou o maior prejuízo de sua história, de US$ 17 bilhões.

Exportações crescem no trimestre

As exportações da Petrobras, que seguem os preços internacionais, cresceram no segundo trimestre do ano em relação ao anterior. As vendas líquidas de petróleo e derivados cresceram 25%. Já as importações líquidas ficaram estáveis, com ligeiro recuo de 0,3%. As compras de derivados no exterior aumentaram 5%, pressionadas pela importação de óleo diesel, que acompanhou o aumento da safra e da indústria.

 

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