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Philips reorganiza suas operações no Brasil

Companhia trabalha para fazer com que TVs, lâmpadas e equipamentos médicos passem a responder, cada um, por um terço da receita

Daniela Barbosa, iG São Paulo |

Falta pouco mais de um mês para que a Philips feche as portas de sua única fábrica de lâmpadas incandescentes no Brasil, localizada em Mauá, na Grande São Paulo. Ao contrário do que pode fazer parecer, o fechamento da unidade não simbolizará a saída da empresa desse segmento, e sim ajudará a marcar uma nova redistribuição das atividades da companhia no País. Lâmpadas, equipamentos hospitalares e a área de consumo (da qual as TVs fazem parte) passarão ter pesos equivalentes na divisão das receitas da companhia.

O segmento de iluminação responde por 15% do faturamento da companhia, que foi de cerca de R$ 2,5 bilhões em 2009. Equipamentos médicos representam 25% das receitas. A maior fatia, de 60%, ainda é a do segmento de consumo, que inclui TVs e eletroportáteis. “Estamos trabalhando para que a distribuição se torne equilibrada. Até 2015, cada setor vai representar um terço do nosso faturamento”, diz Fabiano Lima, diretor corporativo da Philips.

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Segundo Fabiano Lima, o Brasil tem capacidade para sair na frente na tecnologia das oleds
A inauguração de uma unidade para a produção de lâmpadas fluorescentes – a primeira no Brasil nesse segmento – até o começo de 2011 faz parte do cronograma de investimentos da empresa. A Philips desenvolve ainda uma tecnologia para a criação de lâmpadas LED orgânicas, também conhecidas como oleds.

A fábrica de lâmpadas fluorescentes, que será inaugurada no começo do próximo ano, ainda não tem local definido. Lima descarta a hipótese que o espaço seja o mesmo utilizado atualmente pela unidade de lâmpadas incandescentes. O valor do investimento também não foi divulgado pelo executivo. “Essa unidade será um passo intermediário para que possamos começar a produzir lâmpadas de LED no País em breve”, disse.

No Brasil, a Philips lidera o mercado de equipamentos médicos, com 36% de participação. A empresa tem desenvolvido novas ferramentas para ampliar os negócios nessa área. No setor de TVs, ocupa a terceira posição, atrás das coreanas Samsumg e LG.

Em TVs, a companhia passou a fabricar há dois meses, em Manaus, telas de cristal líquido, operação então inédita no País. Com a fabricação local do componente, a Philips já informou que espera diminuir o custo da manufatura de televisores. Ao melhorar o tempo de entrega do produto, a empresa se reforça na disputa de mercado com as fabricantes coreanas.

O Brasil é um dos principais países emergentes nas receitas da companhia, abaixo apenas da China. Em 2009, esse países representaram 35% do faturamento global da companhia. Até 2015, a Philips prevê que a participação passará a 50%.

Evolução das lâmpadas

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As lâmpadas de LED são mais duráveis e econômicas que as fluorescentes e incandescentes
A revolução no setor de iluminação pode ser comparada com a transformação recente no segmento das TVs de tubos, que evoluíram primeiro para plasma, em seguida para LCD e agora, LED. Lima explica que com as lâmpadas está acontecendo o mesmo processo: as fluorescentes estão substituindo as incandescentes, mas, em cinco anos, as LEDs e principalmente as oleds serão as grandes atrações do setor.

A Philips firmou uma parceria com Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para desenvolver a tecnologia para a criação da lâmpada de LED orgânica. “Na oled a passagem de energia é feita por meio de um material orgânico e não sintético. O material natural reduz ainda mais a emissão de carbono na atmosfera. Este será o novo mundo da iluminação mundial e o Brasil tem capacidade para sair na frente”, afirmou. O BNDES já aprovou um financiamento de R$ 10 milhões para os estudos da nova tecnologia.

. As LEDs - que atualmente compõem a tecnologia de alguns modelos de semáforos - têm também mais brilho, já que sua luz é branca - a luz das incandescentes é amarela.

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