Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em baixa hoje, reagindo à fraqueza do euro e ao relatório sobre emprego nos EUA

Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em baixa hoje, reagindo à fraqueza do euro ante o dólar e ao relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que mostrou um número menor que o esperado de vagas criadas pela economia em maio.

 Às 13h58 (de Brasília), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), caía 2,91%, para US$ 72,44 o barril. Na plataforma ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em julho recuava 3,17%, para US$ 73,02 o barril.

 Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, a economia do país criou o maior número de empregos desde março de 2000 no mês passado. No entanto, o crescimento, de 431 mil postos de trabalho, foi inferior à previsão dos economistas, que esperavam 515 mil novos empregos.

Além disso, o acréscimo foi influenciado pela contratação de trabalhadores temporários pelo governo do país para o Censo de 2010. A taxa de desemprego recuou para 9,7% em maio, ante 9,9% em abril, em linha com as expectativas.

Os preços do petróleo já operavam em queda antes da divulgação do relatório sobre os empregos nos EUA, por conta da depreciação do euro ante o dólar. O movimento da moeda europeia é motivado pelas preocupações com a possibilidade de a Hungria passar por problemas semelhantes aos enfrentados pela Grécia devido ao endividamento do governo húngaro.

"Os dados sobre emprego foram vistos como não muito positivos", comentou Tom Bentz, analista e operador do BNP Paribas em Nova York. "Este mercado não sabe o que quer seguir. Um dia são os dados sobre estoques de petróleo nos EUA, no dia seguinte a economia global", afirmou. Para ele, o valor do barril deve oscilar entre US$ 68 e US$ 78 no curto prazo. "Acredito que ficaremos abaixo de US$ 70 o barril, mas não seguiremos em direção aos US$ 90."

O relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA sobre os estoques norte-americanos de petróleo e derivados, divulgado ontem, mostrou uma queda maior que a esperada nos estoques da commodity (matéria-prima) na semana encerrada em 28 de maio. O consumo implícito de petróleo superou 20 milhões de barris por dia pela primeira vez desde janeiro de 2009. O dado, no entanto, foi inflado por um aumento no consumo de derivados de petróleo de uso mais restrito. As informações são da Dow Jones.

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