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Petrobras tem forte presença no Golfo do México

Estatal participa de 259 blocos da área, segundo relatório da companhia; região enfrenta vazamento de óleo, ocorrido há 11 dias

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

A diretoria da Petrobras não comenta, mas tem boas razões para se preocupar com o destino da atividade petrolífera nos Estados Unidos. O último relatório anual da companhia, referente a 2008, aponta a participação da estatal em 259 blocos de petróleo no setor americano do Golfo do México. Do total, a empresa brasileira responde pela operação de 161 áreas, segundo o relatório.

O Golfo do México é uma das regiões em que a Petrobras mais atua em exploração e produção de petróleo fora do Brasil. Segundo dados da British Petroleum (BP), a estatal brasileira é a nona companhia em reservas de petróleo da região. Em setembro do ano passado, as empresas comunicaram uma descoberta gigante no prospecto de Tiber, no Golfo. A área pode conter mais de 3 bilhões de barris de petróleo. A Petrobras financia a operação com 20% de participação no campo, enquanto BP possui 62% e a norte-americana Conoco Philips, 18%.

Em 2008, outra descoberta importante de petróleo no Golfo do México foi anunciada pela Petrobras, também como sócia minoritária. Com 25% do negócio, a estatal participa da exploração do poço Stones, operado pela Shell. A companhia desenvolve ainda a produção dos campos de Cascade e Chinook.

Preocupados com a dimensão cada vez maior do derramamento de óleo no Golfo do México por uma plataforma de petróleo que prestava serviço para a petroleira BP, governo e parlamentares americanos estariam cogitando mudanças nas regras de exploração, segundo a mídia local. A assessoria de imprensa da Petrobras informou que não vai se pronunciar sobre o tema.

De acordo com a agência de notícias Dow Jones, duas plataformas de produção de petróleo e gás natural do Golfo do México paralisaram suas atividades neste sábado como medida de precaução em resposta ao vazamento de petróleo que atinge a região. O comando unificado responsável pelas operações de resposta ao acidente ecológico informou em comunicado que cerca de 6,2 milhões de pés cúbicos de produção de gás natural, representando cerca de 0,1% do total da produção diária do Golfo, foram fechados.

Onze dias após a explosão da plataforma, o petróleo continua jorrando do poço e de fragmentos do duto que ligava a unidade flutuante ao fundo do oceano. Em seu site, a BP informa que pagará indenizações pelos danos à costa americana e que buscou ajuda das empresas Exxon, Chevron, Anadarko e Shell, com experiência na exploração do local, para conter o vazamento. O óleo chegou ao litoral da Louisiana e colocou Alabama e Mississippi em estado de emergência.

BP no Brasil

A BP adquiriu, em março, dez blocos de exploração no Brasil, alguns deles no pré-sal. A empresa comprou da Devon Energy sete blocos na bacia de Campos, um em Camamu-Almada e dois na Bacia do Parnaíba. Estima-se que o potencial das reservas chega a quatro bilhões de barris. O campo de Polvo, incluído na operação, já produz 50 mil barris de petróleo na bacia de Campos.

Dois ativos adquiridos pela BP no Brasil estão no pré-sal: Wahoo, no bloco BM-C-30, operado pela americana Anadarko, e uma área no bloco BM-C-32.

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