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Petrobras busca pré-sal além da fronteira oficial, na bacia do ES

Primeiro óleo comercial abaixo da camada de sal brasileira será produzido nesta quinta-feira

Sabrina Lorenzi, enviada iG a Vitória |

A Petrobras confirmou que está procurando petróleo abaixo da camada de sal da Bacia do Espírito Santo, além da fronteira do pré-sal até então considerada oficialmente. O gerente-geral da Unidade Operacional do Espírito Santo, Robério Ramos, afirmou que a estatal espera encontrar óleo nas áreas exploratórias localizadas na região de blocos próxima ao campo de Golfinho, no litoral Norte do estado. O executivo ponderou que os prospectos indicam prioritariamente a existência de reservatórios no pós-sal.

As empresas estão perfurando cada vez mais fundo em busca de reservas abaixo da camada de sal, dentro e fora do chamado polígono do pré-sal. A região do Espírito Santo onde a Petrobras procura óleo da nova fronteira é a mesma em que a espanhola Repsol está perfurando um poço de 7,5 mil metros. Segundo técnicos do setor, a temperatura neste ambiente pode passar de 150ºC. Em Cascade, campo de petróleo no Golfo do México, a Petrobras enfrenta temperaturas de 200ºC a uma profundidade semelhante ou superior.

Nesta quinta-feira, também no estado do Espírito Santo (mas na Bacia de Campos), a estatal inicia a produção do primeiro óleo comercial abaixo da camada de sal brasileira. O presidente Lula estará presente à solenidade, no navio-plataforma FPSO Capixaba.  A unidade vai extrair inicialmente 13 mil barris de óleo leve por dia no campo de Baleia Franca, na região conhecida como Parque das Baleias. A província fica ao norte do da Bacia de Campos, a 89 quilômetros do litoral capixaba. O poço produtor deve alcançar 20 mil barris por dia ainda este ano. É a primeira vez que a produção do pré-sal não será realizada em caráter experimental, como ocorre ainda no campo vizinho Jubarte (Bacia de Campos) e em Tupi (Bacia de Santos).

Agência Brasil
Lula apresentou o primeiro óleo da camada pré-sal em 2006. Agora ele lançará o primeiro em escala comercial

Ramos lembrou que o projeto adota tecnologias novas, concebidas para operar nas condições geológicas do pré-sal. Entre elas, novos modelos de risers flexíveis (tubulações para o escoamento de petróleo que ligam o poço à plataforma) e novas soluções tecnológicas para colocar os poços em produção. "Os materiais precisam ter características especiais para produzirmos petróleo no pré-sal por longos anos". O aço para fabricar os risers que atingem profundidade de 4,750 metros são mais resistentes. A temperatura chega a 130ºC.

400 mil barris por dia no Espírito Santo em 2015

Baleia Franca é o primeiro de cinco projetos produtores previstos até 2015 na região batizada de Parque das Baleias. A região será responsável pela maior parte dos 400 mil barris por dia de petróleo que serão produzidos no Espírito Santo nos próximos cinco anos.

Após a FPSO Capixaba, a P-57 está sendo preparada no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), para produzir no pós-sal do campo de Jubarte, ainda neste ano. No mesmo campo, a petroleira  realiza testes de produção no pré-sal.

Em 2012, a Petrobras pretende começar a extrair petróleo no campo de Baleia Azul, a partir de um navio-plataforma que atualmente produz na Bacia de Campos e será transformado na FPSO Cidade de Anchieta. Segundo Ramos, a plataforma terá de ser modificada em estaleiro para atender às exigências que a exploração do pré-sal impõe. No mesmo campo, em 2015, a plataforma P-34, atualmente em Jubarte, produzirá no pós-sal. A P-58, que será encomendada pela Petrobras, vai começar a produzir óleo na área norte da província em 2014.

"Outras 'baleias' devem produzir junto com estes cinco sistemas", afirmou Ramos, referindo-se a campos vizinhos como Pirambu e Cacharel, que integram também o Parque das Baleias. Testes preliminares indicam reservas da ordem de 1,5 bilhões a 2,5 bilhões de barris no pré-sal do Parque das Baleias, na Bacia de Campos. Em Tupi, na bacia de Santos, as jazidas foram estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões. Na mesma região de Santos, batizada de picanha azul, Iara e Guará podem abrigar de 4,1 bilhões a 6 bilhões de petróleo, segundo estimativas ainda preliminares.  

 

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