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Líder oposicionista diz que se vencer a eleição não vai reconhecer a aquisição de ativos de minério de ferro pela Vale

A oposição da Guiné não vai reconhecer a aquisição de ativos de minério de ferro pela Vale, anunciada na semana passada, se vencer a eleição em junho, disse um líder oposicionista à Reuters nesta terça-feira.

Na sexta-feira, a Vale anunciou que adquiriu participação de 51% da BSG Resources Guiné, que detém concessões de minério de ferro no país africano, por US$ 2,5 bilhões.

Mamadou Bah Baadikko, presidente das União das Forças Democráticas (UDF) da Guiné, também disse que o contrato de participação na produção de petróleo firmado em 2006 com a Hyperdunamics Corp, que é listada nos EUA, também não é válido.

"Nós consideramos esses acordos sem efeito e inválidos", disse Baadikko em entrevista à Reuters por telefone de Paris, argumentando que em cada caso os ativos foram originalmente distribuídos para o setor privado em condições que não são transparentes.

Procurada pela Reuters no Rio de Janeiro, a Vale afirmou que não vai comentar o assunto.

A eleição na Guiné está marcada para 27 de junho. No momento o país é dirigido por um governo interino após soldados que tomaram o controle da nação do oeste africano em dezembro de 2008 terem concordado em janeiro em devolver o poder aos civis.

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