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Merck prevê triplicar receita em cinco anos

Subsidiária brasileira que fatura US$ 750 milhões e faz parte das prioridades da matriz poderá fazer aquisições no Brasil

André Vieira, iG São Paulo |

A farmacêutica americana Merck prevê triplicar em cinco anos seu faturamento previsto de US$ 750 milhões em 2010 no Brasil por meio de uma estratégia baseada em iniciativas de crescimento orgânico e aquisições.

As metas estão contidas em um documento levado na sexta-feira ao conselho de administração da Merck & Co pelo executivo alemão Stefan Oschmann, responsável pela área de mercados emergentes da farmacêutica. O trabalho foi entregue ao principal executivo e presidente do conselho de administração da empresa, Richard T. Clark.

Bloomberg via Getty Images/Bloomberg
Stefan Oschmann, executivo responsável pela área de mercados emergentes da Merck: plano prevê triplicar vendas no Brasil
Oschmann ocupa o cargo criado nos últimos tempos pela "big pharma", a segunda maior farmacêutica dos EUA, que entende que o grande potencial de crescimento deste segmento da indústria mundial hoje recai sobre Brasil, China, Índia, entre outros mercados em desenvolvimento.

A ideia é fazer com que a Merck Sharp & Dohme (MSD), como é conhecida no Brasil a subsidiária da empresa americana, figure entre as três maiores farmacêuticas do País. Hoje, ocupa a sétima posição, depois de ter comprado em março de 2009 o controle da Schering-Plough, outra farmacêutica americana, por US$ 41 bilhões, rompendo uma tradição de não fazer aquisições.

No Brasil, a Merck era uma operação menor do que a da Schering, com receita prevista de US$ 220 milhões em 2010. A Schering deve faturar mais de US$ 500 milhões neste ano. A empresa emprega cerca de 2 mil funcionários e possui seis fábricas.

Na sua estratégia para os mercados emergentes, a MSD planeja colocar no mercado 13 novos produtos, que inclui quatro medicamentos novos apenas neste ano.

São tratamentos contra asma, distúrbio bipolar, problemas cardiovasculares além de um contraceptivo. "Teremos uma máquina de lançamentos de produtos novos", diz João Sanches, porta-voz da MSD no Brasil.

O plano original da filial da Merck é obter uma maior autonomia para conseguir fechar operações locais, com possibilidade de aquisições, a exemplo do que a francesa Sanofi-Aventis fez comprando as operações da Medley, líder na fabricação de medicamentos genéricos no Brasil.

"A Merck chegou tarde (nesta corrida), mas temos o interesse de fechar parcerias com empresas locais, podendo adquiri-las ou fazendo o licenciamento de nossos produtos", explica Sanches.

Um dos interesses da empresa é ampliar sua presença em vendas ao governo assim como atuar no segmento de genéricos de marca, ou seja, produtos que já perderam sua patente, mas possuem um forte emblema na mente dos consumidores.

Vendas  ao governo

Segundo Sanches, cerca de um quarto das vendas da subsidiária são feitas ao governo brasileiro. "Hoje somos o primeiro em vendas ao governo", diz Sanches. São três medicamentos, um usado no tratamento de aids, outro para hepatite e o terceiro contra doenças de artrite reumatóide, herdado da Schering-Plough, que licenciava para a brasileira Mantecorp, no País.

"Melhoramos muito nossa relação com o governo (desde o episódio de quebra de patente do efavirenz, uma droga usado no coquetel de aids, que gerou um atrito com o governo brasileiro)", diz o executivo.

Segundo a Merck, a empresa está disposta a conversar com o governo em relação a pesquisas básicas, pesquisas clínicas, investimentos em fábricas e acesso.

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