No segundo trimestre, resultado é 2% maior que o obtido em igual período do ano passado

Embalada pelas vendas dos combustíveis, a Petrobras aumentou o lucro em 11%no primeiro semestre deste ano, num total de R$ 16,2 bilhões. A produção de petróleo e gás cresceu 3% neste período, em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Ao mesmo tempo as vendas de derivados no mercado interno saltaram 11% em relação aos seis primeiros meses de 2009.

Outros fatores, como a valorização do real e uma ligeira alta dos preços do petróleo, também contribuíram para o resultado. O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, destacou a redução de despesas operacionais da companhia de abril a junho.

"Estamos fazendo tudo conforme esperávamos, aumentando a produção, entregando descobertas, aumentando esforços para a redução de custos", afirmou Barbassa, durante a apresentação do balanço financeiro, nesta sexta-feira à noite.

Faltou diesel

No trimestre, a Petrobras lucrou R$ 8,29 bilhões, numa alta de 2% em relação ao registrado no mesmo período de 2009. A empresa aumentou a produção de petróleo, mas não conseguiu elevar o refino de óleo diesel em quantidade suficiente para acompanhar o embalo da indústria. A consequencia foi o gasto com importações do derivado. Barbassa explicou que o gasto com importações do produto levou a empresa a aumentar consideravelmente a receita com vendas, mas sem um retorno proporcional no lucro líquido.

O mercado aguardava um lucro estável da Petrobras, não muito diferente do verificado no segundo trimestre do ano passado. Na ocasião, a Petrobras divulgou um lucro de R$ 7,73 bilhões e uma receita de R$ 44,6 bilhões. Mas para acompanhar os novos padrões internacionais de contabilidade, a estaral recalculou o valor, para R$ 8,1 bilhões.

As petroleiras rivais da estatal brasileira apresentaram resultados diferenciados. Enquanto a americana Exxon Mobil, a maior do mundo com capital aberto, quase dobrou o lucro, para US$ 13,8 bilhões, a Shell obteve um crescimento de 15% no resultado líquido. O lucro da empresa anglo-holandesa foi de US$ 4,3 bilhões no mesmo período. Já a BP, responsável pelo maior vazamento de petróleo da história, no Golfo do México, amargou o maior prejuízo de sua história, de US$ 17 bilhões.

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