Segundo dados preliminares, companhia deve ter lucro de R$ 178 milhões, alta de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2009

A Natura, fabricante de cosméticos, deve apresentar resultados positivos no segundo trimestre de 2010, segundo prevê a Brascan Corretora. O lucro líquido da companhia deve ser de R$ 178 milhões, 5,5% maior que o apresentado no segundo trimestre de 2009 e 25,4% maior que o resultado do primeiro trimestre do ano. A margem líquida, no entanto, deve cair 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado e 0,5% na comparação com o primeiros três meses do ano.

A empresa deve sofrer redução em sua margem líquida, segundo a corretora, em razão dos efeitos da adoção da substituição tributária em São Paulo, que transfere o ICMS para o início da cadeia produtiva. Diante dos resultados, a Brascan rebaixou a recomendação das ações da companhia. A Natura divulgará os resultados do segundo trimestre na próxima quarta-feira, após o fechamento do mercado.

A Natura deve apresentar receita bruta de R$ 1,6 bilhão, com alta de 16% na comparação com o mesmo período de 2009, e de 21% na comparação com o primeiro trimestre do ano. Já a receita líquida do trimestre deve ser superior a R$ 1,2 bilhão, 17% maior que a apresentada no segundo trimestre de 2009 e 21% superior na comparação com o primeiro trimestre de 2010.

A corretora atribuiu o bom resultado, principalmente, a boa aceitação dos novos produtos lançados pela companhia, com ampliação das campanhas de marketing e pela alta nas vendas nas datas comemorativas, como, por exemplo, Dia das Mães e dos Namorados.

O lucro antes de juros, depreciações e amortizações (Ebitda) deverá subir para R$ 304 milhões, 22,5% acima do registrado no segundo trimestre de 2009, e 24,8 % em relação ao apresentado no primeiro trimestre de 2010.

A corretora afirma que para no trimestre em questão houve redução das despesas da Natura em relação ao ano passado, principalmente na conta de vendas e pessoal, devido à diluição gerada pelo aumento no volume de vendas, além do aumento no número de pedidos via internet e redução de empregados.
Em contrapartida, a companhia aumentou as despesas em campanhas de propaganda, influenciada pela forte concorrência do mercado.

A análise da corretora não considerou a entrada de novas marcas internacionais, como a Sephora, que deverão impactar as vendas da companhia, no trimestre. 

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