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Kalashnikov prepara novo modelo da AK-47

Arma de fogo mais utilizada do mundo passará a ter visor telescópico e laser; produto é um dos orgulhos da indústria russa

EFE |

Os fabricantes do fuzil AK-47, a arma de fogo mais utilizada do mundo conhecida popularmente como Kalashnikov, anunciaram hoje que preparam um novo modelo com visor telescópica e mira laser. "No próximo ano a apresentaremos para seu exame estatal", disse Vladimir Grodetski, diretor da fábrica de Izhevsk que produz há décadas os AK-47.

Getty Images
Cerca de 90% das versões do fuzil utilizadas no mundo são falsas; inventor da arma não ganhou dinheiro com sua criação
Grodetski destacou que os fuzis automáticos são a arma mais conservadora que existe e que novos modelos aparecem só uma vez a cada dez anos. "Se não nos dedicamos a isso agora, não haverá novos fuzis nem dentro de cinco, nem dentro de dez anos", disse o diretor da fábrica da Kalashnikov.

O novo modelo 200 do AK-47, acrônimo de Mikhail Kalashnikov, criador do fuzil, pesará meio quilograma a mais que sua predecessora, já que levará incorporados novos elementos inovadores. Trata-se de um visor telescópico, uma mira laser e um foco, entre outros.

Os fabricantes do Kalashnikov aproveitaram a visita a Izhevsk do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, para lhe fazer uma demonstração com o novo modelo. Putin elogiou o trabalho do desenhista veterano do fuzil, ao mesmo tempo em que chamou à indústria militar a melhorar a qualidade da produção de armamento.

Em novembro do ano passado o presidente russo, Dmitri Medvedev, concedeu a ordem de Herói da Rússia a Kalashnikov, cujo fuzil descreveu como "um dos melhores produtos nacionais". Kalashnikov confessou em 2007, por ocasião do 60º aniversário do registro oficial de seu fuzil na União Soviética, que os nazistas tiveram a culpa de sua invenção porque sua vocação verdadeira era desenhar maquinário agrícola.

Embora tenha começado a idealizar o desenho de uma arma de fogo automática em 1942, enquanto estava internado em um hospital após sofrer ferimentos durante um combate contra o Exército nazista, o primeiro fuzil de assalto AK-47 não seria registrado oficialmente até 1947.

Segundo as autoridades russas, como a União Soviética não chegou a patentear a invenção, cerca de 90% dos fuzis Kalashnikov que são produzidos no mundo são falsos, pois são fabricados sem autorização ou com licenças vencidas. A marca Kalashnikov só foi registrada no Escritório Internacional de Patentes da Suíça em 1998, e seu inventor nunca tirou benefício econômico de sua criação.

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