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Justiça absolve ex-diretor financeiro da Sadia

Ferreira foi acusado de tomar as decisões que resultaram em prejuízos sem conhecimento do Conselho de Administração da companhia

AE |

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Processado pela Sadia pelas perdas de R$ 2,48 bilhões em derivativos no auge da crise financeira global, o executivo Adriano Ferreira foi inocentado na quinta-feira pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A empresa ainda pode recorrer.

Ex-diretor financeiro da Sadia, Ferreira foi acusado de tomar as decisões que resultaram nos prejuízos bilionários sem conhecimento do Conselho de Administração da companhia. Por dois votos a um, os juízes entenderam que o executivo não agiu sozinho.

Os juízes nem chegaram a votar o mérito da questão. Foi uma decisão baseada em um argumento técnico. No começo de abril de 2009, o Conselho de Administração decidiu processar Ferreira com base num relatório da auditoria BDO Trevisan, que considerou o executivo o único responsável. No entanto, poucos dias depois, em uma assembleia geral ordinária, a Sadia aprovou as contas de 2008, um procedimento formal. O advogado de Ferreira argumentou que, ao dar esse aval, a empresa também admitia que estava ciente das manobras financeiras.

A Sadia teve prejuízos que quase a levaram à falência. Os derivativos cambiais são instrumentos usados para proteger as empresas contra as oscilações bruscas do dólar. Mas, antes da crise, as empresas utilizaram os derivativos de uma forma especulativa para alavancar seus lucros. Procurada, a Sadia não se manifestou. A empresa ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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