Incidente ocorreu em dezembro de 2009, segundo a reportagem; empresa informa que caso está sob análise

A empresa boliviana Inesco, que presta serviços de engenharia e construção para empresas do setor de petróleo, denunciou uma contaminação por mercúrio em instalações da Petrobras Bolívia que afetou cerca de 20 trabalhadores, afirma hoje o jornal boliviano "El Deber". O incidente ocorreu em dezembro de 2009. A Petrobras informou que analisa o caso, antes de divulgar sua posição. Na Inesco, a resposta foi similar.

Segundo o jornal boliviano, a Inesco informou que seus empregados se preparavam para realizar uma solda, no fim de 2009, quando encontraram um líquido estranho, possivelmente mercúrio, em um ambiente fechado do Campo San Alberto, na região de Tarija, sul do país. Esse campo é administrado pela Petrobras Bolívia.

O jornal El Deber disse que Gary Nogales, administrador da Inesco, explicou que a Petrobras, após limpar o lugar, garantiu aos operários que poderiam continuar com seu trabalho, pois o ambiente já estaria seguro. "Fomos surpreendidos, pois é uma obrigação do contratante (Petrobras) nos entregar qualquer zona de trabalho livre de gases ou líquidos tóxicos, e isso não ocorreu", afirmou Roberto Wills, gerente de administração da Inesco, segundo o diário.

Marlene Zabala, mãe de um dos trabalhadores afetados, afirmou ao jornal que seu filho está com polineuropatia (um distúrbio nervoso). Ela afirmou que exames mostraram que seu filho estava com uma concentração de mercúrio superior à normal. De acordo com a reportagem do El Deber, vários dos afetados apresentaram denúncia à promotoria boliviana e exigiram que a Inesco pague os gastos médicos e ainda uma indenização.

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