O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirma que a escolha terá a participação do presidente eleito

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que a escolha do fabricante dos caças que serão comprados pela Força Aérea Brasileira (FAB) terá a participação do presidente eleito. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolherá entre os modelos francês (Dassault), norte-americano (Boeing) ou sueco (Saab) logo após o segundo turno da eleição presidencial. "Depois do segundo turno, o presidente decidirá por uma linha e, quem for eleito, participaria do processo", disse o ministro, ao chegar à Escola Naval, no Rio de Janeiro, onde faz uma palestra sobre a Amazônia Azul.

O ministro classificou a decisão de Lula como "o começo do fim" do processo de reequipamento da FAB. Ele explicou que, na prática, caberá ao próximo governo concretizar as compras das aeronaves. Isso porque, segundo ele, a decisão do atual presidente, a ser tomada em conjunto com o eleito, apenas desencadeará negociações comerciais e financeiras entre a FAB e as empresas fornecedoras.

Pontos como o grau de transferência de tecnologia, nível de preço e investimentos que as empresas envolvidas farão no Brasil poderão estimular uma nova concorrência. "Tudo isso é uma negociação que só será feita depois", afirmou Jobim, negando que a demora na decisão por causa das eleições esteja atrapalhando o plano de reequipamento da FAB. "Está tudo dentro do cronograma", disse.

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