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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, comentou hoje o aumento dos investimentos da companhia no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado, destacando os recursos destinados ao setor de abastecimento

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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, comentou hoje o aumento dos investimentos da companhia no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado, destacando os recursos destinados ao setor de abastecimento. Os investimentos passaram de R$ 32,5 bilhões no primeiro semestre de 2009 para R$ 38,1 bilhões nos primeiros seis meses de 2010. Segundo Barbassa, os investimentos em abastecimento dobraram no período (de R$ 6,4 bilhões para R$ 13,8 bilhões) o que foi possível devido à forte geração de caixa da companhia. "Os investimentos na área foram necessários para aumentar a oferta, melhorar a qualidade do produto vendido e aumentar a participação no setor petroquímico", afirmou. Custo de extração O custo de extração de petróleo (lifting cost) da Petrobras no Brasil foi de US$ 9,79 por barril no segundo trimestre de 2010, uma ligeira alta de 4,1% em relação aos US$ 9,40 apurados pela estatal no primeiro trimestre de 2010. O indicador desconsidera as participações governamentais. Incluindo as taxas pagas ao governo, como royalties e participações especiais, o custo de extração teve um pequeno aumento de 3,2%, para US$ 24,5 por barril, na mesma base de comparação. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o custo de extração do barril do petróleo cresceu 12,2%, sem contabilizar a participação governamental. Considerando as participações governamentais, o incremento no custo de extração foi de 25,6%. Barbassa afirmou que o aumento das cotações do petróleo no mercado internacional e a redução do desconto (spread) entre o óleo leve e o pesado desde o final de 2009 beneficiaram a receita da empresa. No segundo trimestre, o óleo leve no mercado internacional foi cotado a US$ 78 (Brent), já o da Petrobras, em US$ 74. Segundo Barbassa, a diferença de apenas US$ 4 aumentou a margem de ganho da empresa. Balança comercial A Petrobras reduziu o saldo positivo da balança comercial de petróleo e derivados no segundo trimestre de 2010. A companhia registrou exportações líquidas de 158 mil barris por dia no período, uma queda de 40,8% em relação a igual período de 2009. Neste intervalo de comparação, as importações cresceram 28,4%, para 619 mil barris por dia, enquanto as exportações cresceram menos, em 3,7%, para 777 mil barris por dia. Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, a exportação líquida de petróleo e derivados da Petrobras cresceu 25%. As importações ficaram estáveis, com ligeiro recuo de 0,3%. Já as exportações aumentaram 4% no período. De acordo com a companhia, o incremento das exportações líquidas entre o segundo trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2010 reflete a maior disponibilidade de gasolina, gerada pela normalização da oferta de álcool, e à elevação do porcentual de adição de álcool anidro à gasolina de 20% para 25% em maio deste ano.

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