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Funcionários em Indaiatuba e Campinas decidiram manter paralisação, após assembleias nesta segunda-feira

Trabalhadores da Toyota em Indaiatuba e da Mercedes-Benz em Campinas decidiram nesta segunda-feira manter a greve iniciada na última quinta-feira. Segundo informações do sindicato dos metalúrgicos da região, a continuidade da paralisação foi apoiada pelos empregados em assembleias realizadas hoje nas duas unidades.

"Nas reuniões entre o sindicato e a Mercedes, não houve avanços econômicos nas propostas apresentadas. Na Toyota, ainda não houve reunião", informa a agremiação sindical. Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da Toyota informou que ao redor de 2 mil trabalhadores em Indaiatuba aderiram à greve.

A fábrica, de onde sai o modelo Corolla, está deixando de produzir 290 carros a cada dia de paralisação. Já a Mercedes-Benz diz que o movimento paralisou as linhas de produção em Campinas, onde a montadora fabrica peças remanufaturadas. No entanto, os setores administrativos da planta não foram afetados, de acordo com a assessoria de imprensa da companhia de origem alemã. Os trabalhadores querem um reajuste salarial de 17,45% e já recusaram a proposta de um aumento de 10,5%.

As discussões passaram a se dar diretamente com as montadoras, após o Sinfavea - sindicato que representa as montadoras nas negociações coletivas - ter abandonado as negociações na semana passada. Por outro lado, os trabalhadores da fábrica da Honda em Sumaré - também no interior paulista - já aprovaram o acordo proposto pela empresa, conforme o sindicato dos trabalhadores da Região Metropolitana de Campinas.

Além do aumento salarial, os empregados pedem redução da jornada para 36 horas semanais, sem redução salarial e sem banco de horas. Também querem licença maternidade de 180 dias, auxilio creche para crianças com até 6 anos de idade e o fim do fator previdenciário, entre outros pontos.

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