Empresário Samuel Doria Medina, que faz oposição ao governo, possuía 33,34% da Fancesa e há dúvidas se será indenizado

O governo boliviano informou na quarta-feira que nacionalizou a participação minoritária de um magnata da oposição na fábrica de cimento Fancesa, que havia sido privatizada parcialmente há 11 anos.

A decisão foi anunciada pelo presidente Evo Morales na cidade de Sucre --onde se encontra a fábrica de cimento-- sem dar mais detalhes sobre se a empresa Soboce, cujo principal acionista é o empresário boliviano Samuel Doria Medina, receberá alguma indenização pela participação de 33,34% na Fancesa.

"É de obrigação do governo nacional ... seguir recuperando nossas empresas estratégicas, porque isso é o processo de mudanças", declarou Morales, que impulsiona um programa de estatização da economia que começou em 2006 com a nacionalização de uma companhia de petróleo.

A nacionalização da empresa ocorre em um momento em que o governo acelera estudos para construir, com recursos iranianos, duas fábricas de cimento na região do altiplano ocidental para atender ao crescimento sem precedentes da indústria da construção.

Morales foi ovacionado por autoridades e correligionários quando anunciou que as ações da Soboce na Fancesa voltariam ao poder de sua ex-proprietária, o governo do Departamento (Estado) de Chuquisaca.

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