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Expectativa é que empresa arrecade R$ 35,5 bilhões, maior oferta nos EUA desde a Visa, que levantou R$ 34,9 bilhões

A montadora General Motors pode entrar com pedido para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, um dia após divulgar seus resultados trimestrais, afirmaram três pessoas próximas ao caso nesta quarta-feira. A empresa, que era listada em Bolsa, deixou o pregão após praticamente quebrar durante a crise financeira.

A expectativa era de que o registro de IPO da GM seria feito ainda este mês, mas a empresa e seus conselheiros têm dado sinais contraditórios sobre a rapidez de conclusão do primeiro passo do processo, que é a redução da participação majoritária do governo norte-americano na empresa.

Esperava-se que a empresa fizesse o IPO em meados de agosto, mas o presidente-executivo da companhia, Ed Whitacre, disse na semana passada que a montadora não planejava uma oferta no curto prazo, o que levantou suspeitas no mercado de que teriam perdido o melhor momento para fazê-lo.

O cronograma da operação ainda não foi definido, e depende do sucesso da GM em assegurar crédito para suas negociações com bancos, segundo uma das fontes, que pediu para não ser identificada uma vez que as informações são confidenciais.

A GM, atualmente 61% controlada pelo governo, está apostando na força de seu segundo trimestre seguido de lucros, o que a ajudou a conseguir um empréstimo bancário de US$ 5 bilhões enquanto prepara o IPO para o final do ano.

A expectativa é de que o IPO da montadora chegue a US$ 20 bilhões (R$ 35,5 bilhões), maior oferta inicial dos Estados Unidos desde o IPO da Visa, de US$ 19,7 bilhões (R$ 34,9 bilhões) em março de 2008, e uma das maiores do mundo.