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Gávea terá 14,5% de braço imobiliário da Odebrecht

Fundo, controlado pelo ex-presidente do BC Armínio Fraga, faz maior investimento desde sua criação

André Vieira, iG São Paulo |

A Gávea Investimentos, fundo administrado pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, adquiriu 14,5% do capital social da Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), o braço de construção de imóveis residências e comerciais do grupo Odebrecht.

Divulgação
Luiz Fraga, Marcelo Odebrecht, Armínio Fraga e Paul Altit: agora, sócios em investimento imobiliário de longo prazo

A operação, que estava sendo negociada desde setembro do ano passado, não teve o valor revelado. As partes alegaram confidencialidade no acordo. Mas segundo contou ao iG Ricardo Wajnberg, sócio do fundo de investimento, "é o maior investimento já realizado pelo fundo Gávea", que administra um patrimônio de R$ 10,2 bilhões.

Com a operação, o fundo Gávea indicará dois dos sete integrantes do conselho de administração da OR - Wajnberg será um deles. O outro é o economista Amaury Bier, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda. O conselho é comandado por Marcelo Odebrecht, principal executivo e um dos acionistas do grupo, que ficará com 85,5% da Odebrecht Realizações Imobiliárias, que teve receita líquida de R$ 400 milhões no ano passado e espera atingir R$ 1,1 bilhão neste ano.

"A entrada da Gávea não foi por causa de uma demanda de capital, mas pela visão macroeconômica de longo prazo e de crescimento do setor de construção que vão criar valor", diz o presidente da OR, Paul Altit, ao iG.

Casas populares e alta renda

A Odebrecht Realizações Imobiliárias atua no segmento de baixa renda (entre zero e três salários mínimos) e média/alta renda. Seus projetos imobiliários estão espalhados em quase 10 Estados brasileiros.

A empresa Bairro Novo, que passou a ser subsidiária integral da OR depois da saída da Gafisa da joint venture voltada ao projeto de construção de casas em condomínios populares com projetos em Fortaleza (CE), Salvador e Camaçari, os dois últimos na Bahia, deve representar cerca de metade da receita da OR. 

Ao contrário de outras construtoras, o braço imobiliário do grupo Odebrecht não tem planos, no curto prazo, de lançar ações na Bolsa de Valores. "Não há uma saída (do capital da empresa) combinada com a Gávea", diz Altit, salientando que as conversas foram apenas ligadas a entrada da Gávea no negócio imobiliário do grupo.

Altit diz que os dois sócios estudam novas oportunidades e sugere que uma delas poderá ser a participação da Gáveaem projetos de infraestrutura do grupo em razão das sinergias entre as duas empresas. No entanto, nada foi discutido neste sentido, frisa o executivo, que já ocupou a vice-presidência financeira da Braskem, outra empresa controlada pelo grupo Odebrecht.

Investimentos da Gávea

A Gávea foi fundada em 2003, depois que Armínio Fraga deixou a presidência do Banco Central. O fundo que adquiriu a participação na OR - o terceiro veículo de investimento no mercado -  já comprou participação de 12,6% do grupo de comunicação RBS, 12% das ações ordinárias da Lojas Americanas e 14% da holding Cosan listada no exterior, a empresa de açúcar e álcool controlado pelo empresário Rubens Ometto.

 

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