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Fiesp não vê sinais de desaceleração da economia

Nível de atividade da indústria deve atingir seu auge nos meses de setembro e outubro

AE |

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O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, disse nesta quarta-feira não ver sinais de desaceleração do crescimento econômico para o segundo semestre deste ano. De acordo com ele, as desonerações tributárias para automóveis e produtos da linha branca provocaram a antecipação das compras no primeiro trimestre, motivo pelo qual houve uma queda natural no segundo trimestre. "Agora vamos voltar para a média dos trimestres anteriores. A ressaca já passou e não tem motivo para concordarmos com a avaliação de que haverá desaceleração econômica no segundo semestre. Essa é uma má análise", disse. 

Segundo Francini, o nível de atividade da indústria deve atingir seu auge nos meses de setembro e outubro, como tradicionalmente ocorre todos os anos. "Nada indica uma reversão dessa tendência", afirmou. Para atender a essa demanda, de acordo com ele, a indústria deve continuar a contratar trabalhadores. "A indústria paulista deve contratar cerca de 50 mil pessoas até o fim do ano", previu. O cálculo está dentro das expectativas da Fiesp para o nível de emprego da indústria paulista em 2010: crescimento de 6% ante 2009. 

De janeiro a julho, a indústria paulista como um todo registrou alta de 7,15% em relação ao mesmo período de 2009. Desse total, 2,05 pontos porcentuais estão relacionados aos setores de açúcar e álcool e 5,10 pontos porcentuais aos demais segmentos da indústria. A projeção leva em conta as demissões promovidas pelo setor sucroalcooleiro, em razão do encerramento da safra. No mês de julho, o nível de emprego da indústria teve alta de 0,40% ante junho com ajuste sazonal e de 0,50% sem ajuste. "É o melhor julho dos últimos anos", afirmou. 

Para Francini, os resultados foram positivos e indicam uma trajetória de recuperação do nível de emprego da indústria paulista. No mês passado, foram gerados 12.500 postos, com destaque para os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (2.503 novas vagas); máquinas e equipamentos (2.075); produtos de metal (1.983); produtos de borracha e material plástico (1.435); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (1.303); produtos diversos (1.166); confecção de artigos do vestuário e acessórios (1.156); metalurgia (833); e couro e calçado (570). 

Os setores que mais demitiram foram os de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1.246); produtos alimentícios (546); produtos têxteis (501) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (453). Também, de acordo com a pesquisa da Fiesp, das 36 diretorias regionais que compõem a pesquisa, 27 contrataram, sete demitiram e duas mantiveram estável o nível de emprego.

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